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Descobertas do ano

Descobertas do ano

Assim como 2020 foi meu ano de descobrir e repetir incontáveis vezes o álbum de 1984 da Rita Cadillac, 2022 foi, pra mim, um ano de carimbó.

A retrospectiva do Spotify deste ano confirmou isso, mas teve algumas novidades que gostei, como os sentimentos associados às nossas escolhas do que ouvir de acordo com o período do dia. Só não sei se concordo com a minha personalidade no final.

Salvei o resumo pra guardar:

E, claro, fiz uma playlist com algumas músicas que descobri recentemente e que entraram pela primeira vez em playlists daqui em 2022.

O resultado ficou uma mistura meio bizarra, o que não foge do que as Descobertas da Semana do Spotify são algumas vezes.

O que tem?

Gal Costa – Samba Rasgado (1979)
Caetano Veloso – How Beautiful Could a Being Be (1997)
Pela primeira vez no Carnaval da Casa Lúpulo

Fafá de Belém – Raça (1977)
Gilberto Gil – Lente do Amor (1981)
Pela primeira vez em O Brasil não é só verde anil amarelo

Bon Entendeur, Isabelle Pierre – Le Temps Est Bon (2019)
Bibio – Rotten Rudd (2009)
Pato Fu – Coração Tranquilo (Houve Uma Vez Dois Verões) (2002/2022)
Pela primeira vez em Depois da chuva

Gretchen – Do You Like Boom Boom? (1987)
Trio Los Angeles – Vamos Dançar Mambolê (1982)
Banda Warilou – Warilou (1990)
Pela primeira vez em Silvio Santos de férias

Os Muiraquitans – A Misturada (1976)
Magalhães e Sua Guitarra – Xangô (1986)
Banda Nova – Princesa (1997)
Mahrco Monteiro, Dora – Chamegoso (1985)
Jorge Cardoso – Lambada do Amapá (1987)
Pela primeira vez em Balanço do norte

Cheiro de Amor – Rebentão (1990)
Margareth Menezes – Rataplam (1995)
Pela primeira vez em Baianidade nagô

Clemilda – Recado pra Zetinha (1987)
Pela primeira vez em É mais embaixo

Cátia de França – Quem Vai Quem Vem (1979)
Pela primeira vez na festa junina Casa Lúpulo

Alcione – Gostoso Veneno (1979)
Pela primeira vez em Delírios de amor

Molchat Doma – судно (Sudno) (2018)
Pela primeira vez em Scanimate feelings

Pat Metheny Group – Last Train Home (1987)
Pela primeira vez em Quase dia – Parte 1

Silk City, Dua Lipa, Diplo, Mark Ronson – Electricity (2018)
Pela primeira vez em Flerte

A Cor do Som – Dentro da Minha Cabeça (1984)
Rogério Duprat, Os Mutantes – The Rain, The Park and Other Things (1968)
Bodikhuu – Linda (2019)
Rabo de Galo, Ubunto, Luedji Luna – Me Abraça e Me Beija (2021)
Pela primeira vez na Primavera Casa Lúpulo

Barro, Ubunto – Carne dos Deuses (2020)
Bala Desejo, Julia Mestre, Lucas Nunes, Dora Morelenbaum – Lambe Lambe (2022)
Illy – Você Só Quer Me Comer (2021)
Pela primeira vez em Desbunde

Toca aqui:

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Desbunde

Desbunde

A playlist de hoje nasceu quando “Lambe Lambe”, do Bala Desejo, apareceu nas minhas “Descobertas da Semana” do Spotify. Uma banda nova, com uma música nova que tinha tudo a ver com coisas que eu adoro e que vinha escutando menos nos anos em que estive sem atualizar aqui.

Bateu uma saudade daquele Brasil de uns dez anos atrás, com um fôlego de notícias boas que refletia numa autoestima que eu não tinha visto antes, e que fazia com que brotassem festas celebrando os clássicos da música brasileira e redescobrindo artistas “esquecidos” ou lados B de artistas populares. E misturando isso tudo com novidades sem preconceito, de um jeito solar e bem brasileiro.

A descrição que eu coloquei no streaming – “Música brasileira pra dançar de tarde na rua com camisa florida e drink de guarda-chuvinha” – pode até ter um quê de caricatura, mas é uma imagem que tem tudo a ver com esse improviso de carnaval, essa confraternização espontânea e colorida, esse Desbunde.

Escolhi as músicas nesse tom saudoso, mas projetando um Brasil mais feliz. Testei a ordem das músicas várias vezes, sempre no sigilo. Apesar desse ano ainda ter sido tão pesado em tantos momentos, fico à vontade pra publicar agora.

Em tempo: essa era a playlist que estava esperando o remix de “Flor de Maracujá”, que comentei no texto que escrevi depois da partida da Gal. O lançamento do single foi adiado, sem data definida.

Por aqui, entra a versão original; quando o remix for lançado, se combinar mais com o conjunto, altero.

Reprises de A Cor do Som, Illy, Ubunto, Gal Costa, Gilberto Gil, Rita Lee, Roberto de Carvalho e Letrux.

O que tem?

A Cor do Som – Zanzibar (As Cores) (1981)
Caetano Veloso – Odara (1977)
Johnny Hooker – Caetano Veloso (2017)
Illy – Afrouxa (2018)
Aroop Roy, Margareth Menezes – Magia – Rework (Tenda do Amor) (2020)
Barro, Ubunto – Carne dos Deuses (2020)
Fafá de Belém, DJ Zé Pedro, Ubunto – Naturalmente – Remix (2020)
Mahrco Monteiro, Dora – Chamegoso (1987)
Pepeu Gomes – Eu Também Quero Beijar (1981)
Gal Costa – Flor de Maracujá (1975)
Walter de Afogados – Ilumina (1986)
Obina Shok, Gilberto Gil, Gal Costa – Vida (1986)
Kleiton & Kledir – Viva (1983)
Ney Matogrosso – Vida, Vida (1981)
A Cor do Som – Dentro da Minha Cabeça (1984)
Tim Maia – Sossego (1978)
Gonzaguinha – Lindo Lago do Amor (1984)
Joutro Mundo – Paul in Rio (2016)
Rita Lee, Roberto de Carvalho, Gui Boratto, JUNIOR_C – Pega Rapaz (Gui Boratto & JUNIOR_C Remix) (2021)
Mulú, Letrux – Me Espera (2021)
Bala Desejo, Julia Mestre, Lucas Nunes, Dora Morelenbaum – Lambe Lambe (2022)
Quinhones – Fullgás (2018)
Marina Lima – À Francesa (1989)
Djavan – Lilás (1984)
Rita Lee, Roberto de Carvalho – Bwana (1987)
Illy – Você Só Quer Me Comer (2021)
Ana Frango Elétrico – Mulher Homem Bicho (2020)
Robson Jorge, Lincoln Olivetti – Babilônia Rock (1983)
Biltre, Letrux – Vamos Gozar (2019)
Angela Ro Ro – Sucesso Sexual (1984)
Gilberto Gil – Funk-se Quem Puder (1983)

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Primavera Casa Lúpulo

Primavera Casa Lúpulo

A Primavera chegou atrasada pra mim nesse ano tão atípico. Lá no final de setembro, a tensão de antes da eleição não deixava sobrar nem tempo e nem inspiração pra pensar em músicas que remetessem à renovação da estação. Depois, mal tinha passado o alívio do segundo turno, a partida repentina da Gal Costa também me deixou mais triste do que imaginava.

Mesmo assim, nesse tempo todo, estive construindo uma trilha sonora pra receber a Primavera na Casa Lúpulo. Queria uma coisa festiva, positiva e agradável tanto pra quem tivesse prestando atenção na música quanto pra quem tivesse interessado nos encontros e nas conversas – que, afinal de contas, são o que mais importa num bar. E, óbvio, que parecesse com a Casa Lúpulo.

Achei que a seleção ficou diversa, mas com transições fluidas, sutis entre estilos e temas.

Como são 200 músicas, coloquei a lista numa página separada para não dificultar a rolagem de quem chegar aqui por acaso. Você pode ver todas clicando aqui.

É uma delícia e um orgulho escolher músicas pra tocar num lugar tão especial. Nesses quase dez meses, o bar tem fixado sua identidade como um espaço acolhedor, inclusivo, afetivo, engajado e que valoriza os pequenos produtores, o empreendedorismo feminino e feminista, além das relações com o entorno.

Importante lembrar que, de terça a sábado, estão trabalhando na Casa Lúpulo as pessoas que eu mais amo no mundo. E que a Casa Lúpulo está na Vila Buarque (Rua Major Sertório, 282), mesmo bairro que eu escolhi pra morar – e que meus pais em breve também vão morar – e o lugar que eu mais amo em São Paulo por motivos que vão além de um bairrismo vazio.

Enfim, estou escrevendo isso tudo pra dizer que essa é mais uma playlist feita com muito amor. Pelas pessoas, pelo que está sendo construído na Casa Lúpulo, pelo bairro. Espero que isso chegue em quem ouvir. ❤

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Gal

Gal

Nesses dias não tem tema, não tem playlist, não dá vontade de indicar ouvir ninguém que não Gal Costa.

Acredito que a quarta, dia 09/11/2022, vai ficar como aqueles dias em que a gente vai lembrar o que estava fazendo, por quem soube e o que fez depois de saber da morte de alguém não só famoso, mas, principalmente, muito importante na história de cada um.

Fiquei sabendo pelo Instagram da Folha e exerci o negacionismo: não acreditei. Fui no perfil da Gal no Instagram e não tinha nada. Pelo contrário, tinha repost de reel do Rodrigo Faour, foto recente, vídeos de arquivo. Tudo normal.

Vim acreditar pelo rádio, com a cobertura da CBN ao longo do dia e da Cultura Brasil no programa da Fabiana Ferraz. De lá pra cá tenho ouvido pelo menos algum podcast por dia que encontro falando da trajetória dela.

Tinha comprado ingressos pro festival da NovaBrasil FM, que aconteceu no mês passado, por causa do show dela – foi o primeiro compromisso cancelado por “motivo de saúde”. Ninguém imaginava que ela não estaria de volta depois de novembro.

Aliás, pra sexta, estava esperando o lançamento de um remix de “Flor de Maracujá” que li crítica positiva outro dia na coluna do Mauro Ferreira no G1. A versão original já teria tudo a ver com a playlist pronta, mas talvez o remix tivesse mais ainda.

Enfim, se indico algo, é a indicação do episódio do Café da Manhã da Folha no Spotify, que a Priscila Pessoa me indicou e que eu já tinha ouvido. Indico porque fala sobre como a obra da Gal refletiu, em casa fase, o momento que o país passava; me fez entender de uma forma diferente a unidade que existe num repertório tão diverso.

Além disso, indico você ouvir o que quiser da Gal. Os álbuns que gostar mais, as músicas que gostar mais, tudo. Por aqui o que não faltam são playlists com canções dela.

Aliás, em tempo: a Priscila, que me indicou o episódio do Café da Manhã, fez uma playlist comigo na virada de 2019 pra 2020 que, coincidentemente, abre com um clássico da Gal.

Semana que vem posto a playlist que estava esperando o remix de “Flor de Maracujá” – com a versão nova ou com a original. Ou posto uma nova que estou terminando pra Casa Lúpulo, que, obviamente, também já tinha algumas aparições da Gal.

Em tempo (2): quinta, voltando do trabalho, passei na Casa Lúpulo. Minha mãe comentou que não imaginava que ficaria tão triste. E a minha irmã colocou Gal Costa pra tocar, desde quarta.

#toca13 pra comemorar

#toca13 pra comemorar

Pois é, Brasil. As eleições passaram, tá acabando esse momento do Brasil e voltando outro momento que, no mínimo, há de ser muito mais humano que o atual.

Com alívio, volto com essa playlist que tinha feito pra tocar depois do primeiro turno, mas que precisou ser adiada.

Volto pra tocar alguns clichês que talvez até já estivessem enjoando durante a campanha, mas que chegam agora com a alma lavada de comemoração, sem aquela tensão que fez com que o mês passado durasse um ano.

São Paulo não elegeu o governador que eu votei, mas espero que o eleito faça um governo bom. Não é nada difícil ser melhor menos pior que o do padrinho – esse, sim, o essencial a ser expurgado.

Tinha algumas playlists majoritariamente de música brasileira entaladas pra postar num outro Brasil. Volto a ter vontade de postar a partir de agora.

A gente sabe que não vem perfeição a partir de 2023. Mas vem reconstrução, vem uma nova perspectiva de amor, de respeito e de crescimento. Que venha um Brasil melhor! Foram quatro anos tão pesados, a gente merece – e precisa – mudar.

O que tem?

Simone – Tô Voltando (1979)
Alceu Valença – Anunciação (1983)
Novos Baianos – Brasil Pandeiro (1972)
Mestre Ambrósio – Povo (2001)
Beth Carvalho – Samba de Arerê (ao vivo) (1999)
Gonzaguinha – E Vamos à Luta (1980)
Leci Brandão – Zé do Caroço (1985)
Xande de Pilares – Tá Escrito (2019)
Martinho da Vila – Canta Canta, Minha Gente (1974)
Samba de Rainha – Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua (2010)
Moraes Moreira – Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira (1979)
Caetano Veloso – É Hoje (1983)
Barão Vermelho – Pro Dia Nascer Feliz (1983)

Toca aqui:

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