Menu Fechar

Suco de tangerina

Suco de tangerina

A playlist de hoje circula com leveza entre pista, rádio e memória, passando por acid jazz, house, big beat, britpop e hip hop. É música feita pra dançar, mas sem clima excessivamente noturno.

A maior parte do repertório vem desse caldo dos anos 90 e início dos 2000, quando pop, dance e indie se misturavam sem muita preocupação com rótulo.

O Lado A funciona quase como um aquecimento. Começa no “groovy, groovy, jazzy, funky”, passeia por esse mix de batidas que ora puxa mais pro rádio, ora pra pista, e fecha numa dobradinha que afirma o conceito:  “Would You…?” pergunta e os Soup Dragons respondem: “I’m Free”.

Já o Lado B explora mais a pista, desenhando um caminho crescente de batidas até “Superstylin’” e decrescente até “Connected”, antes de fechar com a faixa que dá nome à lista.

No fim, é isso: uma hora de música que não pesa, não explica demais e não pede mais do que disposição pra apertar o play.

Reprises de Stereo MC’s e Moloko.

Suco de tangerina - Lado A
Suco de tangerina - Lado B

Toca aqui:

Ouvir no Amazon Music   Ouvir na Deezer   Ouvir no Spotify   Ouvir no Tidal   Ouvir no YouTube Music

Preguiça de verão

Preguiça de verão

A playlist de hoje, minha primeira de 2026, repete um padrão que eu adoro – música brasileira ensolarada de várias décadas – mas prioriza a desaceleração.

O clima de demora pra acordar e de poucos compromissos durante o dia é a essência da primeira parte, em letras como “Noite e Dia”, “Duas da Tarde” e “Deixa o Verão” [pra mais tarde].

A segunda metade abre com a faixa que deu origem à lista e que, pra mim, define seu conceito: “Bubuia”. A partir daí, ela dá uma animada na sequência Gilsons / Timbalada / Lucas Santtana (“Amor em Jacumã”), antes de puxar o freio gradativamente entre “Teus Olhos” e “Leve e Suave”. Mas, mesmo nas canções mais tranquilas, sempre tem algum balanço que impede a lista de ficar parada demais e deixa tudo mais com cara de deitar na rede do que de necessariamente dormir.

Em tempo: o fechamento com Cássia Eller, que quebra um pouco da “derretida” iniciada em “Teus Olhos”, não é por acaso. Conheci “As Coisas Tão Mais Lindas” numa viagem de fim de ano com amigos que teve muito mais energia de calmaria e contemplação do que se esperava num réveillon de jovens (eu tinha 25 anos na época!). Mas também porque é uma música que tem emoção sem pesar. Achei que o final ficou mais marcante do que ficaria se só continuasse no “derretimento”.

Reprises de Céu, Marcelo Camelo e Lucas Santtana.

Preguiça de verão - Lado A
Preguiça de verão - Lado B

Toca aqui:

Ouvir no Amazon Music   Ouvir na Deezer   Ouvir no Spotify   Ouvir no Tidal   Ouvir no YouTube Music

L-O-V-E

L-O-V-E

Standards. Música de vó. Música de uma vó rica idealizada – não tive a vó rica real. Trilha de fundo de jantar de Natal na casa dessa vó rica idealizada. A linha tênue entre “tempo bom que não volta mais” e canções de uma época em que o mundo normalizava alguns tipos de violência que não normaliza mais.

Toda música, como tudo na vida, pode levar a várias discussões sobre tanta coisa, desde pra quem era direcionada – e pra quem não era – até as perigosíssimas comparações entre um passado utópico e o momento atual.

Por mais que eu adore uma diversidade enorme de música antiga, sempre fiz questão de não misturar as estações. Talvez por isso nunca tenha postado uma playlist dessas músicas românticas essenciais e atemporais. Ou talvez não, só nunca tenha pensado mesmo.

O fato é que têm músicas que todo mundo conhece e que sobrevivem por décadas. E que, pra além de qualquer discussão política bem-vinda, sobrevivem por tantas décadas porque são boas. E viram clássicos.

O texto divaga porque a lista é autoexplicativa: são clássicos.

L-O-V-E - Lado A
L-O-V-E - Lado B

Toca aqui:

Ouvir no Amazon Music   Ouvir na Deezer   Ouvir no Spotify   Ouvir no Tidal   Ouvir no YouTube Music

Rádio relógio x3

Rádio relógio x3

Hoje tem a terceira edição de Rádio relógio, playlist que encerra essa série ensolarada que emula a programação matinal de uma rádio jovem-adulto-contemporânea.

Ouça também:
Rádio relógio
Rádio relógio volume 2

Assim como nas outras duas listas, a ideia é não pesar a mão na nostalgia e misturar faixas muito conhecidas com outras que têm tocado pouco até nesse tipo de rádio.

O começo é mais luminoso e dançante, indo de David Bowie a No Doubt, passando por curvas menos esperadas como General Public e Apache Indian (um trecho que, inclusive, foi pensado no ônibus, a caminho do trabalho).

Na segunda metade, o clima abre para um pop mais melódico e de estrada, com Electronic, Fleetwood Mac, CAKE e Blues Traveler. Aqui a conversa é com outra série recente de três listas, rush rush: música para ouvir em trânsito, mas agora numa versão mais voltada para o começo do dia.

O final devolve o protagonismo ao sintetizador (Depeche Mode no início dos anos 80) e fecha com o humor safadinho de “I Touch Myself”.

Sem grandes pretensões, a proposta é encerrar a série com mais 1h30 de música gostosa de ouvir logo de manhã – o que não deixa de ser uma pretensão.

Rádio relógio x3 - Lado A
Rádio relógio x3 - Lado B

Toca aqui:

Ouvir no Amazon Music   Ouvir na Deezer   Ouvir no Spotify   Ouvir no Tidal   Ouvir no YouTube Music

Festa da firma bate cabelo

Festa da firma bate cabelo

É difícil uma playlist minha ser definida com tanta clareza pela junção do nome com a descrição como essa: Festa da firma bate cabelo – Pizza clássica com dois sabores: metade Márcia Pantera, metade Rei do Camarote.

Quem é ou já foi CLT tem muita chance de conhecer bem a instituição festa da firma. É aquele rolê que reune um pessoal muito diverso, incluindo gente que jamais frequentaria os mesmos lugares, com atrações igualmente variadas – e/ou desconexas – pra agradar a todos esses públicos. Onde eu trabalho, por exemplo, festa de fim de ano pode ter, ao mesmo tempo, karaokê, banda de formatura, chegada do Papai Noel, pista de dança e open bar. 

Nesse contexto, a programação musical também tenta encontrar um meio termo que agrade – ou pelo menos que seja familiar – a todo mundo.

E essa é a ideia aqui. Uma mistura de midbacks e flashbacks de vários gêneros de música eletrônica que alternam entre a festa de drags e as sete melhores da Jovem Pan. Pra animar as festas mais variadas.

Em tempo: Márcia Pantera é a drag precursora do bate cabelo no Brasil.

Em tempo (2): a capa traz outra drag, a Divine, em cena de “Pink Flamingos”, filme não recomendado a todo mundo que frequenta festa de firma.

Festa da firma bate cabelo - Lado A
Festa da firma bate cabelo - Lado B

Toca aqui:

Ouvir no Amazon Music   Ouvir na Deezer   Ouvir no Spotify   Ouvir no Tidal   Ouvir no YouTube Music

Older Posts