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Toca fitas na Casa Lúpulo

Toca fitas na Casa Lúpulo

Prometo que juro que volto logo logo a postar com regularidade por aqui.

Mas, enquanto não volto, vem escutar música boa comigo na Casa Lúpulo? Estarei por lá neste sábado, 22/07/2023, a partir das 15h tocando um monte de gente que sempre amei tocar por aqui.

A Casa Lúpulo fica na Rua Major Sertório, 282, na Vila Buarque, centro de São Paulo. E, pra acompanhar, ainda tem comida vietnamita com os vizinhos do Bia Hoi.

Rita Lee

Rita Lee

Queria dizer alguma coisa sem dizer o óbvio. Mas é difícil não ser óbvio.

Rita Lee está naquela lista de pessoas que eu já imaginava que, quando partisse, ficaria triste como se tivesse partido alguém com quem eu tivesse contato pessoal, mesmo sem nunca ter tido. Porque, além de tudo, ela é – não vou usar o passado – uma daquelas pessoas que a gente gosta de gostar, gosta de saber que tá bem… Gosta.

Assim como ela, acho cafona o título de “rainha do rock brasileiro”, mas gosto do “padroeira da liberdade”. A obra sempre foi além do rock e ela sempre foi além da própria obra.

Pra não correr o risco de ser óbvio, quero só reproduzir aqui dois textos que li hoje no Instagram.

O primeiro é do Rodrigo Faour, pesquisador especializado em música popular brasileira, jornalista, crítico e produtor musical. Ele resume um pouco dessa importância da Rita Lee como artista e como pessoa pública.

O segundo é do filho João Lee, que me emociona toda vez que leio.

Rita é eterna e atemporal. O mundo fica mais triste porque a gente não quer perder pessoas que expressam de forma tão singular o nosso melhor. Mas que bom ter vivido pra conhecer gente assim!

P.S.: juntei algumas das minhas músicas preferidas numa playlist:

Coisas da Vida (1976)
Cartão Postal (1975)
Meio-Fio (ao vivo) (2004)
Dançar Pra Não Dançar (1975)
Lança Perfume (1980)
Bem-Me-Quer (1980)
Mutante (1981)
Saúde (1981)
Jardins da Babilônia (1979)
Bruxa Amarela (1976)
Menino Bonito (1974)
Panis et Circenses – com Os Mutantes (1968)
Ovelha Negra (1975)
Modinha (1979)
Orra Meu (1980)

Toca aqui:

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ano novo casa lúpulo

ano novo casa lúpulo

Hoje tem textão porque eu acho importante.

A despedida de 2022 por aqui vai ser a trilha da festa de fim de ano da Casa Lúpulo, e não poderia ser mais simbólico ter uma seleção de músicas pensada para o bar pra fechar esse ano.

2022 foi um ano tenso, intenso, mas com muita coisa acontecendo, e um marco de muitas das mudanças positivas desse ano aconteceu pela abertura da Casa Lúpulo, que nasceu a partir não só de um sonho de anos, mas também como continuação de uma história que é muito forte na minha família.

A minha irmã nasceu em 1989, ano em que o meu pai trocou um emprego formal para, pela primeira vez, abrir um um restaurante dentro do Ceagesp. O negócio não durou muito tempo por falta de engajamento do sócio na época, mas acredito que tenha sido importante para ele abrir o Oba Oba Morrão, na Vila Maria Alta, em 1993.

O bar que nasceu despretensiosamente pelo fato de a gente morar em frente acabou virando fonte do nosso sustento. E mais: mesmo sendo um bar simples numa rua residencial, fez história na região, com quase 30 anos no mesmo endereço, e chegou até a batizar ala da Unidos de Vila Maria.

Minha irmã e meu pai no Oba Oba Morrão, em 2007, e na Casa Lúpulo, em 2022
Minha irmã e meu pai no Oba Oba Morrão, em 2007, e na Casa Lúpulo, em 2022 – reprodução Instagram Casa Lúpulo

Apesar da minha irmã e eu termos o desejo de abrir um bar com os nossos pais desde 2015 no centro de São Paulo, meu pai sempre foi muito ligado à Vila Maria, lugar onde ele nasceu e sempre morou.

Em 2020, a pandemia trouxe as férias que o meu pai não tirava desde 1989 e um afastamento gradual e inevitável do Oba Oba – não tinha como pensar em ficar com o bar aberto.

Penso muito que isso, que começou como um merecido descanso em 2020, foi se tornando pesado no ano seguinte. Foi um período em que meus pais deram uns sustos na gente com relação à saúde – um período difícil pra todos nós, ainda mais com o acúmulo de medo e ansiedade que tanta gente viveu desde o início da pandemia.

Em fevereiro de 2022, abriu, oficialmente, a Casa Lúpulo. O bar cada dia mais fixa sua relevância e identidade, como disse no texto que escrevi para a playlist de Primavera. Mas, mais que identidade, é um lugar com alma, com História, e que foi importante pra que esse ano termine mais leve do que começou, e com uma energia de esperança e otimismo que a gente não via há algum tempo.

Esperança numa porta de ferro (setembro/2021)
Esperança numa porta de ferro (setembro/2021) – reprodução Instagram Casa Lúpulo

Claro, o macro importa demais! Fechar 2022 também tem um alívio enorme de encerrar o pior período que o Brasil já passou. Sem o menor receio de parecer exagerado, dá pra dizer que, de fato, a esperança venceu o ódio, o medo, o autoritarismo… aquilo tudo que está associado ao governo que, enfim, acaba.

Óbvio que a gente não vai viver nos cenários das testemunhas de Jeová a partir da semana que vem, mas vamos seguir. Firmes, juntos, com boas perspectivas e superando um ano que foi tenso, intenso, mas que foi de boas novidades e de crescimento.

Esse textão é pra agradecer à Juliana pelo engajamento, força e persistência de fazer a Casa Lúpulo acontecer. Pelo bem que a Casa Lúpulo tem feito para a saúde dos nossos pais. Por ter feito eles perceberem que também podem ser conhecidos, queridos, respeitados e acolhidos na região que a minha irmã e eu escolhemos pra morar.

E também é pra agradecer aos meus pais pela confiança em experimentar esse novo recomeço, vindo morar mais perto da gente. Imagino como é difícil encerrar um ciclo tão longo e afetivo com um espaço que eles amam tanto, mas fico muito feliz pelo quanto esse combo de novidades vai rejuvenescer ainda mais os dois.

E é isso. Um feliz ano novo pra todos, um obrigado ao Universo por ter passado por mais um ano com todo mundo aqui; pelas pessoas que fazem parte da minha vida e que dão sentido a ela. E obrigado por ler isso tudo, se você leu. 😉

A playlist tem 100 músicas – ou mais, se mais músicas forem incluídas em tempo real – e foi feita de forma colaborativa com a minha irmã.

Para ver a lista de músicas, só clicar aqui.

Toca aqui:

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Tranqüilidade InRede

Tranqüilidade InRede

A playlist de hoje foi criada de uma forma diferente, espontaneamente colaborativa, entre mim e o Rafael, meu namorado.

A minha parte surgiu nos arquivos TXT que já comentei em algum momento por aqui, pensada para ser uma trilha para escutar deitado numa rede.

Curiosamente, muito do que eu anotava no TXT dessa playlist vinha de coisas que escutava na casa dele – que, aliás, tem uma rede. Quando percebi isso, pedi indicações de música com essa proposta, e ele criou a playlist colaborativa no Spotify.

São 31 faixas para uma imersão num ambiente de calma e pausa. Tem muita coisa instrumental e um clima diferente da maioria das seleções que eu posto aqui. E, por mais que tenha sido construída em conjunto por duas pessoas que namoram, tem uma aura introspectiva que funciona muito bem pra escutar sozinho – ou pra escutar acompanhado por alguém com quem se tenha uma relação na qual os momentos de silêncio sejam reforço de conexão, e não problema. ❤

O final tem reprise de uma música – “Summer Madness”, clássico do Kool & The Gang lançado em 1974 e que aparece por aqui em duas versões mais novas – e uma última pensada para ajudar a sair da pausa.

Reprises de Khruangbin e Vanilla.

O que tem?

Khruangbin – Little Joe & Mary (2015)
Melissa Laveaux – Lè Ma Monte Chwal Mwen (2018)
Brock Berrigan – September 22nd (2014)
Das Komplex – Like a Fish (Original Mix) (2016)
The Velvet Underground, Nico – Sunday Morning (1967)
Khruangbin – Summer Madness (2020)
Gilberto Gil – Aqui e Agora (1977)
Nightmares On Wax – Rise (1995)
Flamingosis – Believe in Me (2016)
RudeManners – The Last Cherry Blossom (2017)
Caetano Veloso – It’s a Long Way (1972)
Bodikhuu – Linda (2019)
Vanilla – Nana (2015)
Lô Borges – Um Girassol da Cor do Seu Cabelo (1972)
Itamar Assumpção, Mari, Paulo Barnabé, Rondó, Luiz – Nega Música (1980)
Bacao Rhythm & Steel Band – Crockett Theme (2018)
Chico Science, Nação Zumbi – Criança de Domingo (1996)
THE TAKE VIBE E.P. – Golden Brown (2020)
Ave Sangria – O Pirata (1974)
Felix Laband – Falling Off a Horse (2005)
Sá, Rodrix e Guarabyra – Crianças Perdidas (1972)
El Búho, Uji, Barrio Lindo – Xica Xica (2017)
Quantic – Painting Silhouettes (2014)
Kings of Convenience – Misread (2004)
Rita Lee, Roberto de Carvalho – Shangri-La (1980)
JJ – My Hopes and Dreams (2009)
Tycho – Dictaphone’s Lament (2006)
Sudan Archives – Come Meh Way (2017)
Gramatik – Muy Tranquilo (2010)
Vanilla – Summer (2015)
Moby – In My Life (2002)

ATUALIZAÇÃO 2024
YATCH – Avril 14th (2021)
Quantic, Flowering Inferno – Westbound Train (2008)
Onra – Ms. Ho (2011)

Toca aqui:

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Piquenique

Piquenique

A playlist de hoje é autoexplicativa: uma seleção pra ouvir descalço no parque.

São 30 músicas com um clima calmo e solar que estimulam uma pausa num lugar gostoso pra comer e/ou beber algo gostoso. Uma coisa good vibes, só que de adulto. 😆

Tá boa de ouvir sem shuffle. Reprises de Jorge Ben Jor, Los Hermanos, Os Mutantes, Tulipa Ruiz e Gilberto Gil.

O que tem?

Tim Maia – Imunização Racional (Que Beleza) (1975)
Cícero – Vagalumes Cegos (2012)
Banda do Mar – Faz Tempo (2014)
Los Sebosos Postizos – Quero Esquecer Você (2012)
Marisa Monte – Descalço na Parque (2011)
Jorge Ben Jor – Magnólia (1974)
Pink Martini – Sympathique (2006)
Los Hermanos – Cher Antoine (2001)
Céu – Bubuia (2009)
Curumin – Mistério Stereo (2008)
Hyldon – Na Sombra de Uma Árvore (1975)
Joyce Moreno – Monsieur Binot (1981)
Rogério Duprat, Os Mutantes – The Rain, The Park and Other Things (1968)
Trupe Chá de Boldo, Gustavo Ruiz – Na Garrafa (2012)
Gilberto Gil – Ê, Povo, Ê (1975)
Tulipa Ruiz, João Donato – Gravidade Zero (2019)
Azymuth – Linha do Horizonte (1975)
Nara Leão – Além do Horizonte (1978)
Liverpool Express – You Are My Love (1976)
Arnaldo Antunes – Naturalmente, Naturalmente (2015)
Françoise Hardy – Tous les Garçons et les Filles (Slow) (1962)
Los Hermanos – Retrato Pra Iaiá (2001)
The Kinks – Sunny Afternoon (1966)
Os Mutantes – Tecnicolor (1970)
Tulipa Ruiz, Felipe Cordeiro – Virou (2015)
Gal Costa, Caetano Veloso – Baby (1969)
Jorge Ben Jor – Domingas (1969)
Gilberto Gil – Não Chore Mais (No Woman, No Cry) (1979)
Anelis Assumpção – Eu Gosto Assim (2014)
Tibério Azul, Nilsinho Amarante – Veja Só (2011)

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