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Toca fitas nos 4 anos da Casa Lúpulo

Toca fitas nos 4 anos da Casa Lúpulo

Na segunda-feira passada, 2 de fevereiro, a Casa Lúpulo completou 4 anos.

Foram quatro dias de festa, entre sexta e segunda, com comida diferente, bandas ao vivo com repertórios que talvez não fossem tão conectados com o que a gente gosta e toca no bar se tivessem um roteiro prévio, e até bolo na segunda-feira.

Como esquenta para as bandas do final de semana, discotequei por lá no sábado e no domingo. As duas primeiras horas desse set são do sábado (31/01), e a última do domingo, dia 01/02.

No sábado pensei numa seleção de samba, soul e samba rock, mais voltada para conversa e permanência. No domingo, a partir de “Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira”, o set foi ficando mais carnavalesco, mas sempre filtrado pela identidade da Casa Lúpulo.

Pra quem me conhece e/ou conhece a minha família há mais tempo, sabe que a ideia de ter um bar no centro da cidade era um sonho antigo. Quatro anos desde 2022 dá pra dizer que é um sonho bem realizado.

Conseguimos ter um bar com cara de casa, com a cara da minha família, com uma energia leve, de convivência. Conhecemos gente querida, trouxemos mais pessoas pra (re)conhecerem o bairro e, principalmente, construímos o tipo de ambiente que nos faria bem como clientes, independentemente se conhecêssemos ou não quem está atrás do balcão.

Se você não esteve por lá nesses dias, ou se quiser ouvir de novo, tá aqui.

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Toca fitas na Casa Lúpulo – Outubro Lúcido 2025

Toca fitas na Casa Lúpulo - Outubro Lúcido 2025

Mais um janeiro termina e eu com set meu do ano passado na Casa Lúpulo sem postar aqui!

Esse é de 16 de outubro do ano passado, quando, a convite da Cervejaria Luci a gente recebeu a Off The Pace para o Outubro Lúcido, experiência que combinava corrida, conexões e um after sem álcool para não atrapalhar o treino do dia seguinte (pra quem é focado), reforçando que vida noturna e vida saudável não são antagonistas.

Fiz um set com duas horas de brasilidades pra receber o pessoal que voltava da corrida. Que eu compartilho (só) hoje.

E compartilho com um motivo especial: estamos na comemoração de quatros anos da Casa Lúpulo, e neste final de semana (31/01 e 01/02) estarei discotecando por lá, no final de tarde. No sábado uma seleção focada em samba rock, samba e clássicos da MPB, de esquenta para o show da Amanda Marcato Trio, e no domingo com um set mais carnavalesco, antes do Samba D’Água Doce.

Entrada grátis, num bar de clima singular – sei que sou suspeito pra dizer, mas é verdade – e no coração de São Paulo.

Reforço o convite até pela minha demora (eventual) de repostar aqui os meus sets de lá. Sem contar que, ao vivo, a gente ainda pode tomar um chope junto.

A Casa Lúpulo fica na Major Sertório, 282, Vila Buarque.

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Suco de tangerina

Suco de tangerina

A playlist de hoje circula com leveza entre pista, rádio e memória, passando por acid jazz, house, big beat, britpop e hip hop. É música feita pra dançar, mas sem clima excessivamente noturno.

A maior parte do repertório vem desse caldo dos anos 90 e início dos 2000, quando pop, dance e indie se misturavam sem muita preocupação com rótulo.

O Lado A funciona quase como um aquecimento. Começa no “groovy, groovy, jazzy, funky”, passeia por esse mix de batidas que ora puxa mais pro rádio, ora pra pista, e fecha numa dobradinha que afirma o conceito:  “Would You…?” pergunta e os Soup Dragons respondem: “I’m Free”.

Já o Lado B explora mais a pista, desenhando um caminho crescente de batidas até “Superstylin’” e decrescente até “Connected”, antes de fechar com a faixa que dá nome à lista.

No fim, é isso: uma hora de música que não pesa, não explica demais e não pede mais do que disposição pra apertar o play.

Reprises de Stereo MC’s e Moloko.

Suco de tangerina - Lado A
Suco de tangerina - Lado B

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Preguiça de verão

Preguiça de verão

A playlist de hoje, minha primeira de 2026, repete um padrão que eu adoro – música brasileira ensolarada de várias décadas – mas prioriza a desaceleração.

O clima de demora pra acordar e de poucos compromissos durante o dia é a essência da primeira parte, em letras como “Noite e Dia”, “Duas da Tarde” e “Deixa o Verão” [pra mais tarde].

A segunda metade abre com a faixa que deu origem à lista e que, pra mim, define seu conceito: “Bubuia”. A partir daí, ela dá uma animada na sequência Gilsons / Timbalada / Lucas Santtana (“Amor em Jacumã”), antes de puxar o freio gradativamente entre “Teus Olhos” e “Leve e Suave”. Mas, mesmo nas canções mais tranquilas, sempre tem algum balanço que impede a lista de ficar parada demais e deixa tudo mais com cara de deitar na rede do que de necessariamente dormir.

Em tempo: o fechamento com Cássia Eller, que quebra um pouco da “derretida” iniciada em “Teus Olhos”, não é por acaso. Conheci “As Coisas Tão Mais Lindas” numa viagem de fim de ano com amigos que teve muito mais energia de calmaria e contemplação do que se esperava num réveillon de jovens (eu tinha 25 anos na época!). Mas também porque é uma música que tem emoção sem pesar. Achei que o final ficou mais marcante do que ficaria se só continuasse no “derretimento”.

Reprises de Céu, Marcelo Camelo e Lucas Santtana.

Preguiça de verão - Lado A
Preguiça de verão - Lado B

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L-O-V-E

L-O-V-E

Standards. Música de vó. Música de uma vó rica idealizada – não tive a vó rica real. Trilha de fundo de jantar de Natal na casa dessa vó rica idealizada. A linha tênue entre “tempo bom que não volta mais” e canções de uma época em que o mundo normalizava alguns tipos de violência que não normaliza mais.

Toda música, como tudo na vida, pode levar a várias discussões sobre tanta coisa, desde pra quem era direcionada – e pra quem não era – até as perigosíssimas comparações entre um passado utópico e o momento atual.

Por mais que eu adore uma diversidade enorme de música antiga, sempre fiz questão de não misturar as estações. Talvez por isso nunca tenha postado uma playlist dessas músicas românticas essenciais e atemporais. Ou talvez não, só nunca tenha pensado mesmo.

O fato é que têm músicas que todo mundo conhece e que sobrevivem por décadas. E que, pra além de qualquer discussão política bem-vinda, sobrevivem por tantas décadas porque são boas. E viram clássicos.

O texto divaga porque a lista é autoexplicativa: são clássicos.

L-O-V-E - Lado A
L-O-V-E - Lado B

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