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Nosso 2018

Nosso 2018

O que é?
O Spotify Wrapped 2018 de casa

O que toca?
MPB, Pop, Rock

Cheia de manias?
O Spotify trouxe aquela playlist já tradicional com o que a gente mais ouviu no ano e eu tô aqui postando um resumo, só que diferente de como fiz em 2016 e 2017.

Em 2018, especificamente, acho que a minha playlist sozinha não refletiu tão bem tudo o que eu ouvi no ano. Primeiro porque ouvi menos músicas – na época da eleição eu tava na pira de ouvir só rádio de notícias notícias notícias – e segundo porque tanto enquanto tava ouvindo mais músicas enquanto tava ouvindo menos, sempre tinha coisa tocando na conta do Francis (afinal de contas, a gente mora junto).

E aí tem um negócio ótimo que é a diferença no perfil de nós dois. Uma vez li um texto do Spotify sobre os diversos hábitos de usuários, e eu me enquadro no que eles chamam do perfil “nostálgico”, que é aquela pessoa que busca mais músicas antigas, repete menos músicas, busca no streaming a música que apareceu na cabeça; já o Francis é o obsessivo, que é a maioria: repete muito uma mesma música num período e foca mais em música nova.

Então é isso: 20 músicas, 10 da minha lista, 10 da dele. Toca uma minha, uma dele, uma minha, uma dele. Mais diverso e interessante do que se fossem só 20 da minha lista. 😉

E o que tem?
Barro – Vai (2016)
Jaloo (feat. BADSISTA) – Say Goodbye (2018)
Alceu Valença – Espelho Cristalino (ao vivo) (2016)
Pabllo Vittar – Seu Crime (2018)
Daniela Mercury – O Canto da Cidade (1992)
Maroon 5 (feat. SZA) – What Lovers Do (2018)
Arnaldo Antunes – Envelhecer (2009)
MC Tha – Valente (2018)
MGMT – Hand it Over (2018)
Tiê – Mexeu Comigo (2017)
Caetano Veloso, Tom Veloso – Todo Homem (ao vivo) (2018)
Skott – Porcelain (2016)
Enigma – Return to Innocence (1993)
Johnny Hooker – Alma Sebosa (2015)
Of Monsters and Men – Little Talks (2012)
Julieta Venegas (feat. Ana Tijoux) – Eres para Mí (2006)
Journey – Don’t Stop Believin’ (1981)
Banda Uó – Tô na Rua (2017)
R.E.M. – Shiny Happy People (1991)
Niara, Pabllo Vittar – Não Esqueço (2018)

Toca aqui:
Ouvir no Spotify

Playlist do Chacrinha

Playlist do Chacrinha

Em 2018, se completam 30 anos da morte do Chacrinha, figura singular na história da mídia no Brasil e um ícone da nossa cultura.

Esta playlist não tem a pretensão de contar a história dele, mas de relembrar o “Cassino do Chacrinha”, o último programa que ele apresentou na Globo, entre 1982 e 1988, e onde se apresentou TODO MUNDO que fez SUCESSO.

O que é?
O Brasil profundo dos últimos anos da Censura

O que toca?
MPB, BRock, pop, soul, música romântica, samba, Gretchen e Rita Cadillac, os primórdios do axé, muito sintetizador e muita bateria eletrônica com o eco no talo.

Cheia de manias?
Quase nada. Além do recorte do período em que o “Cassino do Chacrinha” esteve no ar, as 30 músicas aparecem em sequências de três músicas com batidas crescentes em cada sequência: a primeira música é mais lenta que a segunda, que é mais lenta que a terceira – depois volta.

E tem uma 31ª fora dessa sequência, que é a Rita Cadillac com seu hit wonder “É Bom Para o Moral” fechando a lista. Lista que abre com o Roberto Carlos, que era sempre uma presença especial no programa.

E o que tem?
Roberto Carlos – Amor Perfeito (1986)
Sandra de Sá – Joga Fora (1986)
Cazuza – Exagerado (1985)

Rosana – Nem um Toque (1988)
Ney Matogrosso – Por Que a Gente é Assim? (1984)
Marina Lima – Mesmo Que Seja Eu (1983)

Leo Jaime – Gatinha Manhosa (1988)
Gretchen – Melô do Piripipi (Je Suis La Femme) (1982)
Pepeu Gomes – Masculino e Feminino (1983)

Markinhos Moura – Meu Mel (1987)
Roupa Nova – Seguindo no Trem Azul (1985)
Guilherme Arantes – Fã Número 1 (1985)

Verônica Sabino – Demais (Yes It Is) (1986)
Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros – Kátia Flávia, a Godiva do Irajá (1987)
Blitz – Você Não Soube me Amar (1982)

José Augusto – Sábado (1987)
Joanna – Amanhã Talvez (1986)
Benito di Paula – Amigo do Sol, Amigo da Chuva (1984)

Fagner – Deslizes (1987)
Byafra – Sonho de Ícaro (1984)
Grafite – Mamma Maria (Mamma Maria) (1983)

Yahoo – Mordida de Amor (Love Bites) (1988)
Moraes Moreira – Sintonia (1986)
Titãs – Sonífera Ilha (1984)

Alcione – Garoto Maroto (1986)
Fábio Jr. – Caça e Caçador (1988)
Wando – Fogo e Paixão (1985)

Jane Duboc – Sonhos (1987)
Luiz Caldas – Haja Amor (1987)
Chiclete com Banana – Fé Brasileira (1987)

Rita Cadillac – É Bom Para o Moral (1984)

Toca aqui:
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Vinyl sessions #3

Vinyl sessions #3

O que é?
A playlist do vinil no streaming

O que toca?
Rock, New Age, Pop, Samba, MPB, Axé…

Cheia de manias?
Terceira edição de uma série que aparece por aqui quando vem a vontade de anotar o que eu tô ouvindo no vinil enquanto tô ouvindo e a sequência que é anotada vira uma sequência diversa, mas com alguma unidade (?)

Uma coisa que eu percebi fazendo essa terceira versão: tem reprises de álbuns e até músicas de outras versões. Talvez eu tenha ouvido os mesmos discos. 😬🤐😶

E o que tem?
Morrissey – Suedehead (1988)
da coletânea Mega Hits 2 – EMI

Enigma – Return to Innocence (1993)
da trilha sonora Internacional da novela 74.5, Uma Onda no Ar (1994) – EMI

Legião Urbana – Vamos Fazer Um Filme (1994)
do álbum O Descobrimento do Brasil – EMI

Raul Seixas – No Fundo do Quintal da Escola (1977)
do álbum O Dia em Que a Terra Parou – WEA

Novos Baianos – Linguagem do Alunte (1974)
do álbum Novos Baianos (Linguagem do Alunte) – Continental

Journey – Don’t Stop Believin’ (1981)
da coletânea Flipper Hits (1982) – Epic

a-ha – The Sun Always Shines on T.V. (1985)
da coletânea On Tour in Brazil (1989) – WEA

Information Society – Repetition (1988)
do álbum Software Hardware – Stiletto

Almir Guineto – Conselho (1986)
do álbum Almir Guinéto – RGE

Leci Brandão – Zé do Caroço (1985)
do álbum Leci Brandão – Copacabana

Alcione – Pra Que Chorar (1977)
da coletânea Alcione, Rainha do Samba (1984) – Elenco/PolyGram

Vinícius de Moraes, Maria Creuza e Toquinho – Catendê (1970)
do álbum Le Bresil de Vinicius de Moraes (En La Fusa com Maria Creuza y Toquinho) (1976) – Pathe Marconi (Columbia/EMI)

Djavan – Seduzir (1981)
da coletânea Grandes Compositores da MPB: Luiz Melodia e Djavan (1984) – Abril Cultural

Alceu Valença – Tomara (1992)
do álbum Sete Desejos – EMI

Mara Maravilha (part. Bamdamel) – Tomara (1991)
do álbum Curumim – EMI

Daniela Mercury – O Canto da Cidade / Batuque / Você Não Entende Nada / Cotidiano (1992)
do álbum O Canto da Cidade – Columbia/Sony Music

Madonna – Cherish (1989)
do álbum Like a Prayer (1989) – Sire

George Michael – Freedom! ‘90 (1990)
do álbum Listen Without Prejudice Vol. 1 – Epic

Ruy Maurity – Batismo dos Bichos (Man Gave Name to All The Animals) (1980)
da coletânea Coleção Sucessos (1991) – Som Livre

Primal Scream – Movin’ on Up (1991)
do álbum Screamadelica – Continental

Toca aqui:
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A GENTE SEMPRE

A GENTE SEMPRE

O que é?
30 músicas pra celebrar a nossa resistência e existência

O que toca?
Brasil

Cheia de manias?
Faz um tempo que não posto nada por aqui. E nas últimas semanas praticamente nem ouvi música, só notícias por causa dessa última eleição.

Baixada a poeira (?), é hora de continuar. Não votei no presidente eleito. Não votaria, não concordo com nada do que ele prega, e esse período em que já sabíamos do risco dele ser eleito foi de medo e de ansiedade pra muita gente que eu conheço.

Separando o joio do trigo, não classifico a maioria das pessoas que votaram nele como fascistas – até porque é muita gente! -, por mais que o discurso dele até uma semana antes do segundo turno ainda apresentasse uma truculência que não combina com democracia.

Enfim… Apesar de não esperar que os próximos anos sejam promissores, não torço contra. Espero que a democracia sobreviva e, principalmente, que a gente sobreviva e fique bem. Que sejam quatro anos, que a violência que o discurso dele incitou e que fez vítimas já na campanha disperse quando essa poeira baixar e que seja um período de aprendizado pra todos.

No mais, estou de volta com uma sequência de algumas músicas brasileiras que me arrepiaram nessas últimas semanas. E outras que acredito que combinam muito com o momento atual.

Tem reprises de Elza Soares e Gal Costa.

E o que tem?
Marina Lima (part. Marcelo Jeneci) – Novas Famílias (2018)
Elza Soares – O Que se Cala (2018)
Secos & Molhados – Sangue Latino (1973)
Engenheiros do Hawaii – Toda Forma de Poder (1987)
Francisco el Hombre – Calor da Rua (2016)
Gal Costa – Divino, Maravilhoso (1968)
Maria Gadú – Axé a Capella (2011)
Criolo – Menino Mimado (2017)
Ivan Lins (part. Roberto Ribeiro) – Desesperar, Jamais (1979)
Gonzaguinha – E Vamos à Luta (1980)
Chico Buarque – Jorge Maravilha (1973)
Maria Bethânia – Reconvexo (ao vivo) (2010)
Caetano Veloso – Gente (1977)
Legião Urbana – Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto (1989)
Arnaldo Antunes – Dizem (Quem Me Dera) (2013)
Elza Soares – O Tempo Não Para (2018)
IZA (part. Marcelo Falcão) – Pesadão (2017)
MC Tha – Valente (2018)
Preta Gil (part. Gal Costa) – Vá Se Benzer (2017)
Daniela Mercury – O Canto da Cidade (1992)
Siba – O Inimigo Dorme (2015)
Novos Baianos – Vagabundo Não é Fácil (1973)
Claudya – Com Mais de 30 (1971)
Almir Guineto – Conselho (1986)
Martinho da Vila – Bandeira da Fé (2018)
Grupo Revelação – Tá Escrito (ao vivo) (2009)
Cidade Negra – Querem Meu Sangue (The Harder They Come) (1994)
Charlie Brown Jr. – Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores (2005)
Zélia Duncan – Nem Tudo (2009)
Dom Salvador & Abolição – Uma Vida (1971)

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Legião Urbana – Perfeição

Tinha 11 anos em 1993, quando “O Descobrimento do Brasil”, o penúltimo álbum da Legião Urbana, foi lançado. Gostava muito, apesar de não entender muito bem direito as letras.

A segunda metade da minha adolescência foi depois da morte do Renato Russo e de lançarem todas as raspas de tacho possíveis em CD. Aquela coletânea “Mais do Mesmo”, que todo mundo tinha em CD (inclusive eu – e que, aliás, ainda tenho) tocou exaustivamente no rádio, que ainda era o lugar onde a gente mais ouvia música. Tocou tão exaustivamente que eu dei uma bodeada da banda.

Já faz um tempo que eu voltei a ouvir mais Legião Urbana, e faz uns meses em que esse álbum, especificamente, começou a bater mais forte.

Essa música, “Perfeição”, que aparece em “Mais do Mesmo” e tocou pra caramba, já era pro Brasil de 1993. Talvez também seja pro Brasil de 2018.

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