
Eu não sou influencer e o que eu posto normalmente é entregue pra quase ninguém. Mesmo assim, como cidadão, não consigo não falar sobre esse segundo turno absurdo que o Brasil está vivendo enquanto estou escrevendo isso – até porque tá difícil pensar em outra coisa na maior parte do tempo.
Tem muita gente boa tentando explicar, cada um do seu jeito, os riscos reais da eleição do Flavio Bolsonaro. Desde as coisas mais simples, como mostrar que não é só uma disputa entre esquerda e direita e que o bolsonarismo não representa a direita, mas um culto a uma família de pretensões autoritárias, até o óbvio de que não dá pra prometer um corte de 250 bilhões do orçamento sem sacrificar previdência, aposentadoria, programas sociais e direitos trabalhistas, até o caráter explicitamente FASCISTA da ideologia daquela família (o grupo do PL no WhatsApp publicou imagem do Flavio Bolsonaro com referência à propaganda do Mussolini – e a imprensa trata isso como só mais uma notícia!).
Já temos um congresso eleito majoritariamente de extrema direita, precisamos do Lula nem que seja para garantir um mínimo de equilíbrio até 2030, sem contar as próprias eleições de 2030. No mais, um segundo governo explicitamente fascista com um congresso mais à direita do que já era entre 2019/2022 pode ser ainda mais nocivo para todas as minorias, das quais também me incluo.
Se não bastasse isso, o segundo turno já é absurdo pela própria figura do Flavio Bolsonaro: um cara que está há décadas no parlamento sem ter apresentado nada de útil para o país, funcionário fantasma desde o primeiro emprego com indícios descarados de corrupção e de envolvimento com milícias e crime organizado. Uma pessoa que não deveria nem poder ser candidato se o país já não estivesse doente como está.
Enfim… Esse não é o meu foco aqui. Quero fazer a minha parte do meu jeito, por isso separei uma hora de música pra ajudar a estimular quem tem noção dos riscos que o Brasil corre a não perder a esperança, a continuar se empenhando pra virar voto porque “afinal de contas, não tem cabimento entregar o jogo no primeiro tempo”.
Estou com medo? Sim. Mas continuo com esperança de que a gente não caia nesse buraco.

















