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Duros na queda

Duros na queda

Quando me perguntam como eu tô me sentindo com relação ao luto e quero dar uma resposta simplificada, digo que o luto é uma sequência de altos e baixos. E é verdade.

Existe uma dor latente, que pode emergir a qualquer momento – e muitas vezes emerge do nada – mas, de um jeito ou de outro, a vida segue, até porque não tem outra opção. E é nesse enfrentamento da tristeza que a gente entende resiliência num sentido que não tem nada a ver com aquela bobagem que o mundo corporativo adora exaltar.

A lista de hoje é sobre essa resiliência “no bom sentido” e acabou virando praticamente uma seleção só de sambas, ainda que nem fosse a minha intenção no começo, mas acho que faz todo o sentido: o samba tem essa coisa de parecer alegre mesmo quando as letras falam dos temas mais difíceis. A exceção ao gênero talvez seja só “Somos Todos Iguais Nesta Noite”, que tinha uma ligação irresistível demais entre “Circo Marimbondo” e “Samba Dobrado” pra ficar de fora.

Uma coisa que eu quero comentar é a referência sutil ao “Álibi”, álbum de 1978 da Maria Bethânia que era um dos dois discos que a minha mãe tinha quando eu era criança. Bethânia aparece aqui com duas gravações: a primeira é “Olê, Olá”, com o Chico Buarque, que vem seguida da Alcione (no “Álibi” ela gravou, com a Alcione, “O Meu Amor”, do Chico); a segunda, “Volta Por Cima”, chega depois de outro artista que também aparece duas vezes: Djavan, compositor da faixa-título daquele álbum.

Outra faixa que ganhou um significado ainda maior nesse período de luto e que também tá aqui por isso é “Renascer das Cinzas”, do Martinho da Vila.

Duros na queda - Lado A
Duros na queda - Lado B

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Fim de noite FM volume 2

Fim de noite FM volume 2

Continuando minha seleção romântica de Soul/R&B que comecei no post anterior, trago mais clássicos que nunca deixaram de tocar em rádio, nem que seja nas webrádios especializadas (que também embalam algumas noites minhas).

A ideia inicial era fazer uma playlist só, mas quis separar pra entrar nesse formato novo que simula uma fita K-7, com dois tempos de 45 minutos. Acabei enfeitando com algumas coisas em comum, como Roberta Flack abrindo as duas seleções e Michael McDonald fechando, uma pitadinha de anos 90 pra cada e Manhattans coincidindo como “terceira do Lado A” – meu jeitinho de fazer playlist às vezes beira o TOC!

De diferente, tem um Lado A começando com uma sequência de anos 70 e um lado B com três da segunda metade dos anos 80.

Fim de noite FM volume 2 - Lado A
Fim de noite FM volume 2 - Lado B

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Fim de noite FM

Fim de noite FM

No meu último post, falei que gosto de escutar jazz baixinho antes de dormir em algumas noites. Mas como sou uma pessoa que cresceu ouvindo o “Love Songs” na Rádio Cidade, a maioria das vezes que durmo com música é com flashback romântico mesmo.

Até já fiz uma série de playlists sobre o “Love Songs” com aquela pegada Air Supply / Roupa Nova / Bonnie Tyler, mas já faz um tempo que o que me pega mesmo no fim de noite são os clássicos da Soul Music e do R&B dos anos 70 aos 90.

E sei que isso não é incomum: por mais que a busca do Spotify seja tão ruim que, às vezes, nem eu mesmo encontro uma playlist minha procurando pelo nome – e talvez seja ruim de propósito pra empurrar as playlists próprias deles, principalmente aquelas com os Charles Bolt da vida -, acho que a minha mais favoritada até hoje por lá é sobre outro programa romântico de rádio, o “São Paulo à Noite”, voltado para o R&B.

Ainda escuto muito a minha versão do “São Paulo à Noite”, mas trago aqui uma seleção diferente. Enquanto lá o foco está no final dos anos 80 e na década de 90, a de hoje – e a próxima, que vai ser um “Volume 2”- é mais voltada para o final dos anos 70 e primeira metade dos 80.

É clássico atrás de clássico!

Fim de noite FM - Lado A
Fim de noite FM - Lado B

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‘Round midnight

'Round minight

Desde meados dos anos 2000, quando conheci o programa “Linha Imaginária” na Cultura FM (São Paulo/SP), tenho o costume de dormir algumas noites escutando jazz bem baixinho, mesmo sendo semi-analfabeto em repertório do gênero desde sempre.

Ainda escuto o “Cultura Jazz”, substituto do “Linha Imaginária” na mesma Cultura FM, mas nem tudo que toca é muito apropriado pra quem tá tentando dormir.

Também fico em alguns canais mais apropriados do aplicativo Jazz Radio, mas não sou assinante e ouço com propagandas, inclusive uma que tem uma estética de rádio amador e/ou comunicação de avião que quase sempre me faz acordar meio assustado. 😬

E é por isso isso que, mesmo sem muito repertório, quis fazer uma playlist minha pra dormir gostoso com Jazz, que compartilho aqui. 

Zero pretensão além de ser uma companhia relaxante de fim de noite.

'Round midnight - Lado A
'Round midnight - Lado B

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Praia polar

Praia polar

Essa playlist já nasceu com nome e descrição: água gelada, ventania, céu cinza e casaco.

A lista das candidatas acabou juntando muita coisa dos anos 80 e 90, e acho que isso tem a ver com a minha experiência de ter crescido com parentes morando na praia.

Minha família nem sempre viajava com foco na praia e, por isso mesmo, essas viagens nem sempre aconteciam em dias de sol. E aí ficava aquela coisa de, às vezes, ver o mar só de passagem, geralmente na balsa entre São Sebastião e Ilhabela.

Pra uma criança, óbvio que aquilo era frustrante. Mas, hoje, tem uma nostalgia até gostosa que quis transportar pra cá.

No repertório, ficou aquele desafio de fazer uma música chamar a outra, geralmente pela sonoridade, misturando algumas gravações muito radiofônicas com outras que nem tanto.

Praia polar - Lado A
Praia polar - Lado B

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