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Toca fitas na Casa Lúpulo – 28/12/2024

Toca fitas na Casa Lúpulo - 28/12/2024

Dia 28/12 foi o último dia de expediente da Casa Lúpulo em 2024 e resolvemos dar uma festa de despedida do ano.

Difícil falar em festa para se despedir do pior ano da nossa vida, mas convidar o público do bar, tão excepcionalmente amoroso, para agradecer pelo cuidado, presença e carinho que teve com a gente em 2024 era uma das nossas motivações mais genuínas.

Tinha postado aqui, no mesmo dia, uma playlist para essa virada de ano, mas não repeti a seleção – achei menos festiva do que a ocasião pedia. Preferi fazer outro set naquele momento, de improviso.

E, ouvindo agora, acho que ele também reflete bem o momento.

Compartilho aqui e aproveito pra dizer que, durante este mês de janeiro, toda quinta vai ter um set que toquei na Casa Lúpulo entre o final de 2023 e o início de 2024 – e que ainda não tinha postado no Toca fitas – pra você salvar no Spotify.

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Manhã tropical

Manhã tropical

Solar e brasileira. Era assim que eu queria que fosse a primeira playlist do ano.

Desde 2014, essa combinação está entre as coisas que eu mais posto porque sempre esteve entre as coisas que eu mais escuto. Se o meu desafio para a última lista de 2024 era pensar numa trilha sonora que fizesse sentido pra mim nessa  virada de ano específica, a primeira de 2025 tinha a intenção de parecer com o Toca fitas.

E foi assim. Uma horinha com cara de manhã ensolarada, de verão, de música que eu coloquei no pen drive que mora no carro do meu pai. Música sem prazo de validade e com uma essência leve e positiva, mas que não ri por tudo e/ou pra tudo.

Reprises de A Cor do Som e Novos Baianos.

Manhã tropical - Lado A
Manhã tropical - Lado B

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2025

2025

Mais uma vez, vou usar esse espaço quase escondido na internet pra conversar comigo mesmo e com quem ainda recebe algum conteúdo meu – a visibilidade do Toca fitas nas redes sociais foi muito prejudicada pelo meu baixo número de postagens (ou pelo formato delas, que têm que seguir uma série de regrinhas que mudam toda hora e que eu tenho pouquíssima paciência pra seguir) e pelo fato de eu não pagar pra que as postagens apareçam pra quem me segue. 

2024 não foi só um ano difícil pra mim. Foi o começo de uma transformação interna que provavelmente ainda tenha muitos passos pela frente. Uma fragilidade emocional que me levou a altos e baixos constantes, desânimo, irritação, impaciência, sensações de deslocamento e de falta de sentido, entre outras formas indiretas que a tristeza tem pra se manifestar – e que não excluem a forma direta.

Mesmo assim, 2024 foi o ano em que retomei, bem aos poucos, as postagens do Toca fitas, que tinha sido deixado de lado na medida em que a minha “vida antiga” começou a desandar.

No último ano, postei playlists que considero bonitas, que mexem comigo, que expressam algumas coisas que acabo não falando o tempo todo pra todo mundo, que mostram muito do que eu sinto e de quem eu sou hoje. Não sei se são playlists contagiantes, animadas, super interessantes pra muita gente, mas garanto que, cada vez mais, têm “alma” em todo o processo de criação.

Criar faz bem. Mexe com memórias, ajuda a pensar, exercita a imaginação, ocupa o tempo e ainda traz uma coisa gostosa de realização.

E é com esses sentimentos que quero intensificar a volta desse conteúdo que insisto tanto.

Quero que o Toca fitas siga sendo um tipo de diário – até porque é um blog, por mais redundantemente retrô que isso seja – que acompanhe essa forma de expressão que me fez bem no ano passado. E que, aos poucos, acabe também mostrando playlists mais contagiantes, animadas e interessantes pra mais gente.

Então é isso. Mais uma vez, reforço o porquê de estar e continuar aqui, agradeço muito quem me apoiou nesses mais de dez anos e conto com a sua audiência e divulgação, até porque rede social nenhuma tem ajudado nisso.

Em tempo: falei, falei, falei, e não disse o essencial. A partir deste sábado, vai ter playlist todo sábado!

Novo tempo

Novo tempo

Em algum momento desse ano, reapareceu pra mim, nas Descobertas da Semana do Spotify, “Novo Tempo”, clássico de Ivan Lins e Vitor Martins que, claro, já conhecia, mas que me pegou de um jeito diferente, por motivos óbvios.

Novo Tempo

Decidi, então, me dar a tarefa de fazer uma playlist pra esse réveillon com letras que me tocassem da mesma forma.

Queria uma trilha sonora honesta pra essa virada de ano específica, com canções que me dissessem algo sobre a necessidade/vontade de seguir e sobre a esperança de um futuro melhor, tão ligadas ao sentimento de início de um novo ciclo, mas que não tentassem camuflar a profundidade das feridas que seguem doendo e que provavelmente nunca vão deixar de doer por completo. 

Fui construindo a lista aos poucos, no decorrer do ano. E, desde os primeiros versos de “Novo Tempo” até o “Eu vou / Por que não?” de “Alegria, Alegria”, as letras falam mais que o meu texto:

  • Vida Antiga
  • Gosto Serena
  • Que Tal Um Samba?
  • Deixa Eu Dizer
  • Antes Que Seja Tarde
  • Casaco Marrom (Bye, Bye, Ceci)
  • Nada Conterá a Primavera
  • Alegria, Alegria

Novo tempo - Lado A
Novo tempo - Lado B

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Zen hits

Zen hits

Em alguns momentos, principalmente entre as décadas de 1980 e 1990, a New Age – e/ou um Pop muito influenciado pelo que se conhece por New Age – chegou no rádio, tocando em momentos que poderiam nada ter a ver com introspecção, meditação e afins.

Seja por fazerem parte da trilha sonora de filmes, novelas ou comerciais, seja por terem entrado em coletâneas de sucessos ou até por terem sido exaustivamente usadas como BG em documentários ou matérias na TV, muitas dessas músicas furaram a bolha da New Age e são conhecidas por muita gente.

A playlist de hoje prioriza essas gravações num misto de tranquilidade e nostalgia.

Zen hits - Lado A
Zen hits - Lado B

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