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Correio elegante

Correio elegante

Antes de tudo, essa não é uma playlist de festa junina. Primeiro porque nem toda festa junina toca forró, mas principalmente porque forró não é música exclusiva de São João. Mesmo assim, por incrível que pareça, essa é a primeira lista daqui dedicada só ao forró.

Apesar de ter uma ou outra exceção, a base é o xote, esse ritmo mais lento e marcado que convida à dança em dupla. E que convida duplamente, com uma maioria de letras que falam de amor e saudade.

O Lado A traz uma mistura de clássicos com releituras, alternando gravações mais antigas com versões recentes de canções conhecidas, enquanto o Lado B é composto majoritariamente por faixas lançadas nos anos 2000, época em que o forró pé de serra teve destaque no rádio, com grupos como Falamansa, Rastapé e Bicho de Pé.

Mais do que uma trilha pra junho/julho, essa é uma seleção pra quem gosta de forró o ano inteiro. 🙂

Reprises de Dominguinhos, Gilberto Gil, Mariana Aydar, Geraldo Azevedo, Rastapé, Elba Ramalho, Lucy Alves e Luiz Gonzaga.

Correio elegante - Lado A
Correio elegante - Lado B

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Toca fitas na Casa Lúpulo – 19/06/2025

Toca fitas na Casa Lúpulo - 19/06/2025

Tá no Spotify o meu set mais recente para a Casa Lúpulo, da última quinta (19/06).

Preparei uma seleção antes e, como estamos em junho, não tinha como não pensar em algumas faixas apropriadas pra uma festa de São João. Mas não quis me restringir a isso, primeiro porque o evento do desse feriado era um aniversário, e também porque já existe uma playlist com 200 músicas de um repertório junino pensado pra ter a cara da Casa Lúpulo.

E se o repertório já tinha intenção de ser variado, ficou mais variado ainda – e até meio anárquico – com os pedidos de pessoas que estavam na festa. E foi uma delícia encaixar as sugestões que chegavam com o que eu tinha programado: teve coisa que eu excluí, coisa que incluí na hora e novas ligações que deixaram o set mais singular.

Fica o registro de mais uma noite de clima gostoso e gente legal reunida no lugar mais legal pra tomar cerveja artesanal em São Paulo. 🙂

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Aceita um licorzinho?

Aceita um licorzinho?

Essa lista seria visual e praticamente autoexplicativa até se não tivesse capa. 

Uma sensualidade com jeitão de pornochanchada*, vários solos de sax, um convite pra sentar no sofá e passar 1h30 numa mistura de estilos dos quais alguns nomes fui aprender – ou (re)lembrar que existiam – no Spotify: sophisti-pop, blue-eyed soul, quiet storm, yatch rock…

Os primeiros 45 minutos são mais “formais”: as três primeiras têm um quê de Frank Sinatra no FM, com uma crescida gradativa dessa “sensualidade de pornochanchada” ao mesmo tempo em que vai ficando mais lunar, enquanto o lado B escancara a trilha de motel, com clássicos indiscutíveis como “Sexual Healing”, “Slave To Love” e “Careless Whisper”. 

Tem reprises de George Michael, Sade e Michael Jackson.

Em tempo: a foto da capa é uma reprodução da coletânea Hot Hits Manchete, de 1983. Não sei o nome da modelo porque eles não informaram na ficha técnica (!)

*ninguém perguntou, mas não custa reforçar que o termo “pornochanchada” aparece aqui pela estética, texto e cacoetes típicos da época que a maioria daqueles filmes retratava.

Aceita um licorzinho? - Lado A
Aceita um licorzinho? - Lado B

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Bento Freitas Pride Hits

Bento Freitas Pride Hits


Uma introdução rápida:

Nesses onze anos do Toca fitas, tive algumas pausas nas postagens regulares. Uma delas foi em 2020, quando comprei meu apartamento e ocupei a maior parte do tempo – e do meu envolvimento emocional – na reforma.

É óbvio que não comprei apartamento pra “ocupar a cabeça” na pandemia; foi uma oportunidade que apareceu como apareceu porque o mundo tava de ponta-cabeça. Ninguém tinha ideia de como tudo ficaria quando/se aquilo acabasse, e isso incluía o entorno da minha casa nova.

Com tanta incerteza, um detalhe pesou muito a favor: o prédio não tinha recuo pra rua e tinha várias lojas no térreo. Lembro que, naquela época, existiam muitos restaurantes voltados só pra entregas, num esquema meio dark kitchen.

A playlist de hoje é sobre as transformações que a rua passou de lá pra cá.

/fim da introdução, vamos de textão.


A Rua Bento Freitas fica na borda que divide “oficialmente” os bairros da Vila Buarque e República (centro de São Paulo) e já fez parte da chamada Boca do Luxo, polo de boates que “complementava” a famosa Boca do Lixo, na Luz.

A região também foi casa de boates gays pioneiras, como a Homo Sapiens (onde, desde 1997, funciona o ABC Bailão), Val Show, Val Improviso e Prohibidu’s. Mais recentemente, também abrigou Cantho, Freedom, Planet G e Danger. Ou seja, tem um histórico boêmio e de resistência LGBTQIAPN+ bem sólido.

Nos últimos anos, Vila Buarque, República e Santa Cecília passaram (e ainda passam) por muitas mudanças – gentrificação incluída. Mas a minha rua tem seguido um caminho meio próprio.

Aqueles comércios no térreo dos prédios têm visto uma multiplicação de bares e baladas voltadas para homens gays. E, com cada novo espaço, o público foi se diversificando de verdade. Tem gente de todas as idades, cores e realidades sociais convivendo – coisa rara numa cidade que adora separar todo mundo em bolhas (vide Boca do Lixo x Boca do Luxo ou mesmo Frei Caneca x Arouche, na década passada).

A seleção de hoje, primeira desse Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, é pra celebrar essa mistura e essa ocupação da cidade. E nasceu anotando as músicas que eu mais ouvia aqui em casa vindas da rua.

E o que se ouve aqui é uma música pop extremamente conhecida, justamente pra fazer pessoas de várias gerações se sentirem em casa.

Bento Freitas Pride Hits - Lado A
Bento Freitas Pride Hits - Lado B

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Desbunde 2

Desbunde 2

Desbunde é uma playlist de novembro de 2022 que tem uma descrição muito visual: “música brasileira pra dançar de tarde na rua com camisa florida e drink de guarda-chuvinha”. A descrição desta versão é menos visual, mas segue na mesma intenção de ser uma seleção “colorida, ensolarada, dançante, tropical, irreverente”.

O volume 1 nasceu num momento bem singular. Apesar da minha mãe já estar doente, ter um bar da minha família no centro de São Paulo tinha, enfim, saído do papel. E, naquele final de ano, ainda tinha a expectativa da mudança de casa dos meus pais, que estavam vindo morar perto do bar, de mim e da minha irmã. Tudo isso trouxe um otimismo e uma alegria que acabaram refletidos naquela versão.

Dediquei este maio/2025 pra fazer novas versões de playlists antigas. Achei que seria uma forma legal que estrear um #tbt no Instagram e postar algo com regularidade por lá além do sábado. Só agora, na última dessas releituras, que eu fui perceber que escolher o mês do meu aniversário também teve outro significado: foi um exercício não planejado – pelo menos conscientemente – de reviver contextos que me motivaram a fazer playlists na minha “vida antiga” e tentar trazê-los pra vida atual.

Na minha volta mais recente pro Toca fitas, depois da partida da minha mãe, falei um pouco sobre essa mudança de vida numa atualização de outra playlist. Mais de um ano depois, sigo buscando fortalecer essa ligação entre vida que eu tive e quem eu sou hoje. E posso dizer que o exercício deste mês me ajudou.

Em tempo: deixei meio melancólico um texto que era pra falar de uma lista de músicas feita pra festa. Agora é que você vai precisar ouvir MESMO a playlist pra mudar esse clima – ou até pra conferir se eu consegui trazer festa na escolha das músicas!

Desbunde 2 - Lado A
Desbunde 2 - Lado B

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