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Maquiando crianças com a Xuxa verde

Maquiando crianças com a Xuxa verde

Hoje tem mais uma seleção de flashbacks românticos em contexto maluco, como já fiz em Aceita um licorzinho? e Sozinho em casa, uns vinho na cabeça.

A playlist de hoje nasceu a partir de um vídeo da Xuxa na TV Manchete que toca “Missing You”, da Diana Ross, enquanto crianças brincam de maquiar outras crianças. Desde que vi, nunca mais escutei a música sem “ver” a cena. Um detalhe curioso é que a faixa é muito adulta e até pesada pra aparecer como pano de fundo num programa infantil – ainda que uma aleatoriedade dessas tenha tudo a ver com a televisão brasileira dos anos 80!

Dito isso, comecei a pensar em outras canções que se encaixariam tão “perfeitamente” naquele vídeo quanto a da Diana Ross. E, pra ficar mais coerente com a fase da Xuxa verde, selecionei só gravações de quando ela estava na Manchete, entre 1983 e 1985.

O Lado A tem três blocos: começa no pop mainstream, entre Diana Ross e Madonna, passa pelo R&B adolescente (New Edition e Klymaxx) e fecha mais dramático (Century e Sérgio Mendes). Aliás, “Never Gonna Let You Go” também faz referência aos primórdios da Rede Manchete: Sérgio Mendes apresentou essa música no programa inaugural da emissora. 

Já o Lado B abraça a aleatoriedade. Abre com “It Might Be You”, da trilha de “Tootsie” – filme que trazia Dustin Hoffman “virando” uma atriz com peruca e… maquiagem -, coloca um one-hit wonder Lado B entre duas divas e termina hiper romântico/meloso entre Stylistics e a reprise do New Edition.

Maquiando crianças com a Xuxa verde - Lado A
Maquiando crianças com a Xuxa verde - Lado B

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Carnaval em setembro

Carnaval em setembro

Essa não era a playlist que eu postaria hoje. Até tinha pensado em outra, 100% brasileira e festiva, mas até eu, que sou tão ruim de timing, não quis deixar esse momento histórico sem uma trilha sonora específica.

Momento histórico não só pelo fato de um ex-presidente da República ter sido condenado pela primeira vez no Brasil por tentativa de golpe de estado, mas também pelo peso simbólico da resistência democrática que essa condenação representa.

Menos de 30 anos depois de reconquistar o voto direto para presidente, a gente já vinha atravessando uma década de ataques à democracia. O medo de um novo mergulho no autoritarismo era real – tanto que ainda sobra um resquício disso, diante do que pode vir no desenrolar desse processo. Mas não é disso que quero falar.

O foco aqui é te convidar a ouvir essa seleção cheia de clássicos, feita de ontem pra hoje, com vontade de fazer uma festa que fosse pra agora e com a cara do Toca Fitas.

Têm hinos obrigatórios como “Vou Festejar” e “Tendência” (“não me comove o pranto de quem é ruim”), deboche, alfinetadas nos EUA, letras afrontosas, Gilberto Gil seguido por um dueto de Preta Gil com Gal Costa, referências à “macumbinha” da Alcione e à “mineira guerreira” que ajuda a decidir o desfecho. Ninguém tá por acaso, nenhuma letra tá por acaso.

Reprises de Caetano Veloso, Martinho da Vila e Gilberto Gil.

Carnaval em setembro - Lado A
Carnaval em setembro - Lado B

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rush rush – volume 2

rush rush - volume 2

Hoje tem mais uma seleção com cara de rádio adulta, pensada pra te salvar do tédio em momentos de trânsito parado – se você ainda não ouviu o Volume 1, recomendo também!

Esse volume 2 transita mais entre décadas, misturando um pop elegante meio dançante dos anos 80 e 90 (tanto de clássicos pop quanto de faixas que talvez você não escute faz tempo – ainda mais no rádio) com gravações mais recentes que seguem a mesma linha.

Continuam a alternância entre vozes femininas e masculinas do começo ao fim da playlist e a tentativa de ser familiar sem ser batida e leve sem ser melosa.

É trilha pra chegar bem. 😉

rush rush - volume 2 - Lado A
rush rush - volume 2 - Lado B

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#toca10 da (des)ostentação

#toca10 da (des)ostentação

Quando eu postava playlists mais longas que a duração de uma fita, usava as pequenininhas, com dez músicas, pra explorar um tema específico. Essa é a primeira com Lado A e B: são 35 minutos de música brasileira sobre desapego material.

E já que agora são dois lados, o Lado A é mais direto, celebrando com leveza a simplicidade e a felicidade que não tem relação com dinheiro, enquanto o Lado B varia entre a ironia e a crítica, trazendo o tema do desapego numa visão mais ácida.

Texto curto pra uma fita curtinha, que dá pra ouvir numa lavada de louça só!

#toca10 da (des)ostentação - Lado A
#toca10 da (des)ostentação - Lado B

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Moog circus

Moog circus

A playlist de hoje é uma maluquice: uma hora de músicas divertidas feitas para sintetizadores Moog.

Moog é a marca dos primeiros sintetizadores analógicos comerciais, fabricados entre 1965 e 1981. Mas, mais do que a marca, os instrumentos projetados pelo engenheiro estadunidense Robert Moog foram responsáveis por popularizar a música eletrônica, que até então era feita de forma ainda mais experimental do que o que você vai ouvir aqui.

O Moog já foi usado para soar cósmico, psicodélico, progressivo. Mas a graça desta seleção é outra: faixas que parecem caricaturas sonoras e trazem aquele clima do episódio do Chaves no parque de diversões. (Aliás, falando no Chaves, as músicas instrumentais usadas na dublagem brasileira da série só não entraram aqui porque vão ganhar uma playlist exclusiva).

A maior parte das gravações vem dos anos 60 e 70, quando a sonoridade do sintetizador ainda era novidade, mas a viagem vai até 2023 – prova de que essa “brincadeira com o Moog” não ficou presa ao passado e continua atravessando gerações.

A base do repertório é formada por pioneiros como Jean-Jacques Perrey e Gershon Kingsley, mas o Brasil também está presente, com destaque para Renato Mendes e faixas de “Electronicus”, álbum de 1974 que repensa sucessos populares brasileiros em linguagem eletrônica.

Dica final: fica bizarramente interessante como música de fundo em dia de trabalho.

Moog circus - Lado A
Moog circus - Lado B

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