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Kitsch chic

Kitsch chic

Kitsch ou chique? Tem coisa que se enquadra numa categoria, tem coisa que se enquadra em outra, tem coisa que se enquadra nas duas? Ou nada se enquadra em nada?

Sem a menor pretensão de resposta, a viagem de hoje é essencialmente noturna, social, sensual, com muitas referências sobre paisagens urbanas… e super datada – no melhor sentido.

Arranjos gritando anos 80 e uma maioria de letras sobre flerte e fossa com uma ousadia singela e descolada que só poderia vir de um Brasil que estava prestes a se livrar de décadas de censura – ou recém-livre dela – formam um caldo sonoro que harmonizaria demais com um uísque Natu Nobilis num bar de luz fraca, parede de espelho e letreiro de néon, típico de locação da novela “Vale Tudo” na versão original de 1988.

Reprises de Dulce Quental, Nico Rezende, Vinicius Cantuária, Marina Lima e Cláudio Zoli (uma vez com o Brylho, uma em carreira solo).

Kitsch chic - Lado A
Kitsch chic - Lado B

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rush rush

rush rush

No Navio da Alpha FM, falei sobre algo que reparo na repetição de músicas nas rádios adultas de grande audiência desde antes de estudar programação musical, que é o fato delas dosarem, principalmente em dias úteis, a execução de canções muito marcantes para que o repertório soe menos repetitivo pra quem passa o dia escutando a mesma emissora.

Com isso na cabeça, fiz a playlist pensando no que tocaria num cruzeiro da Alpha FM – a playlist é bem legal; se você ainda não ouviu, recomendo.

Aqui pensei em algo parecido, mas não para um momento de lazer e sim de tédio: trânsito parado. Queria uma trilha sonora agradável, urbana, compatível com o que se ouve em rádios como a Alpha, relaxante sem ser excessivamente parada ou romântica, e familiar, apesar de evitar faixas muito “batidas” – com exceção daquelas que são permitidas de repetir mais nos dias úteis de emissoras como a Alpha FM.

Pra deixar o exercício mais interessante, alternei vozes femininas com vozes masculinas do começo ao fim da playlist.

Meu convite é pra você ouvir como ficou. Enquanto trabalha, vai para ou volta do trabalho, cozinha ou faz qualquer outra coisa em que caiba uma trilha sonora como acompanhamento.

rush rush - Lado A
rush rush - Lado B

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Correio elegante

Correio elegante

Antes de tudo, essa não é uma playlist de festa junina. Primeiro porque nem toda festa junina toca forró, mas principalmente porque forró não é música exclusiva de São João. Mesmo assim, por incrível que pareça, essa é a primeira lista daqui dedicada só ao forró.

Apesar de ter uma ou outra exceção, a base é o xote, esse ritmo mais lento e marcado que convida à dança em dupla. E que convida duplamente, com uma maioria de letras que falam de amor e saudade.

O Lado A traz uma mistura de clássicos com releituras, alternando gravações mais antigas com versões recentes de canções conhecidas, enquanto o Lado B é composto majoritariamente por faixas lançadas nos anos 2000, época em que o forró pé de serra teve destaque no rádio, com grupos como Falamansa, Rastapé e Bicho de Pé.

Mais do que uma trilha pra junho/julho, essa é uma seleção pra quem gosta de forró o ano inteiro. 🙂

Reprises de Dominguinhos, Gilberto Gil, Mariana Aydar, Geraldo Azevedo, Rastapé, Elba Ramalho, Lucy Alves e Luiz Gonzaga.

Correio elegante - Lado A
Correio elegante - Lado B

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Toca fitas na Casa Lúpulo – 19/06/2025

Toca fitas na Casa Lúpulo - 19/06/2025

Tá no Spotify o meu set mais recente para a Casa Lúpulo, da última quinta (19/06).

Preparei uma seleção antes e, como estamos em junho, não tinha como não pensar em algumas faixas apropriadas pra uma festa de São João. Mas não quis me restringir a isso, primeiro porque o evento do desse feriado era um aniversário, e também porque já existe uma playlist com 200 músicas de um repertório junino pensado pra ter a cara da Casa Lúpulo.

E se o repertório já tinha intenção de ser variado, ficou mais variado ainda – e até meio anárquico – com os pedidos de pessoas que estavam na festa. E foi uma delícia encaixar as sugestões que chegavam com o que eu tinha programado: teve coisa que eu excluí, coisa que incluí na hora e novas ligações que deixaram o set mais singular.

Fica o registro de mais uma noite de clima gostoso e gente legal reunida no lugar mais legal pra tomar cerveja artesanal em São Paulo. 🙂

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Aceita um licorzinho?

Aceita um licorzinho?

Essa lista seria visual e praticamente autoexplicativa até se não tivesse capa. 

Uma sensualidade com jeitão de pornochanchada*, vários solos de sax, um convite pra sentar no sofá e passar 1h30 numa mistura de estilos dos quais alguns nomes fui aprender – ou (re)lembrar que existiam – no Spotify: sophisti-pop, blue-eyed soul, quiet storm, yatch rock…

Os primeiros 45 minutos são mais “formais”: as três primeiras têm um quê de Frank Sinatra no FM, com uma crescida gradativa dessa “sensualidade de pornochanchada” ao mesmo tempo em que vai ficando mais lunar, enquanto o lado B escancara a trilha de motel, com clássicos indiscutíveis como “Sexual Healing”, “Slave To Love” e “Careless Whisper”. 

Tem reprises de George Michael, Sade e Michael Jackson.

Em tempo: a foto da capa é uma reprodução da coletânea Hot Hits Manchete, de 1983. Não sei o nome da modelo porque eles não informaram na ficha técnica (!)

*ninguém perguntou, mas não custa reforçar que o termo “pornochanchada” aparece aqui pela estética, texto e cacoetes típicos da época que a maioria daqueles filmes retratava.

Aceita um licorzinho? - Lado A
Aceita um licorzinho? - Lado B

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