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Rádio relógio x3

Rádio relógio x3

Hoje tem a terceira edição de Rádio relógio, playlist que encerra essa série ensolarada que emula a programação matinal de uma rádio jovem-adulto-contemporânea.

Ouça também:
Rádio relógio
Rádio relógio volume 2

Assim como nas outras duas listas, a ideia é não pesar a mão na nostalgia e misturar faixas muito conhecidas com outras que têm tocado pouco até nesse tipo de rádio.

O começo é mais luminoso e dançante, indo de David Bowie a No Doubt, passando por curvas menos esperadas como General Public e Apache Indian (um trecho que, inclusive, foi pensado no ônibus, a caminho do trabalho).

Na segunda metade, o clima abre para um pop mais melódico e de estrada, com Electronic, Fleetwood Mac, CAKE e Blues Traveler. Aqui a conversa é com outra série recente de três listas, rush rush: música para ouvir em trânsito, mas agora numa versão mais voltada para o começo do dia.

O final devolve o protagonismo ao sintetizador (Depeche Mode no início dos anos 80) e fecha com o humor safadinho de “I Touch Myself”.

Sem grandes pretensões, a proposta é encerrar a série com mais 1h30 de música gostosa de ouvir logo de manhã – o que não deixa de ser uma pretensão.

Rádio relógio x3 - Lado A
Rádio relógio x3 - Lado B

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Festa da firma bate cabelo

Festa da firma bate cabelo

É difícil uma playlist minha ser definida com tanta clareza pela junção do nome com a descrição como essa: Festa da firma bate cabelo – Pizza clássica com dois sabores: metade Márcia Pantera, metade Rei do Camarote.

Quem é ou já foi CLT tem muita chance de conhecer bem a instituição festa da firma. É aquele rolê que reune um pessoal muito diverso, incluindo gente que jamais frequentaria os mesmos lugares, com atrações igualmente variadas – e/ou desconexas – pra agradar a todos esses públicos. Onde eu trabalho, por exemplo, festa de fim de ano pode ter, ao mesmo tempo, karaokê, banda de formatura, chegada do Papai Noel, pista de dança e open bar. 

Nesse contexto, a programação musical também tenta encontrar um meio termo que agrade – ou pelo menos que seja familiar – a todo mundo.

E essa é a ideia aqui. Uma mistura de midbacks e flashbacks de vários gêneros de música eletrônica que alternam entre a festa de drags e as sete melhores da Jovem Pan. Pra animar as festas mais variadas.

Em tempo: Márcia Pantera é a drag precursora do bate cabelo no Brasil.

Em tempo (2): a capa traz outra drag, a Divine, em cena de “Pink Flamingos”, filme não recomendado a todo mundo que frequenta festa de firma.

Festa da firma bate cabelo - Lado A
Festa da firma bate cabelo - Lado B

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Dreaming weird

Dreaming weird

A playlist de hoje passeia pelo vaporwave e por gêneros similares que têm em comum a exploração da estética dos anos 80 e 90 como base para criações de paisagens sonoras etéreas, oníricas e, às vezes, meio perturbadoras.

A ideia nasceu logo que comecei a explorar o TikTok, numa época em que apareciam muitos vídeos de dreamcore (estética inspirada em sonhos, com cenários e situações surreais com uma pegada meio nostálgica, meio melancólica) e weirdcore (que é basicamente a mesma coisa, só que com foco em causar incômodo).

Nesses videos costumam aparecer espaços comerciais abandonados, corredores vazios e todo tipo de “não-lugar” em contextos bizarros – os vídeos de backrooms são um bom exemplo disso.

A primeira faixa (“aquatic ambience”) é um hit dos primórdios do TikTok e dá uma boa ideia do tom da seleção. O Lado A ainda traz samples de canções bastante conhecidas dos anos 70/80, como “(I’ll Never Be) Maria Magdalena”, da Sandra (em “Dillards”), “Too Shy”, do Kajagoogoo (em “virtual”), “Lady Lady Lady”, do Joe Exposito (em “late delight”) e “How Deep is Your Love”, dos Bee Gees (em “When Your”).

Essa é mais uma playlist maluca pra dormir, mas não só pra dormir.

Em tempo: ouvindo de fone é mais gostoso.

Dreaming weird - Lado A
Dreaming weird - Lado B

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Ziriguidum

Ziriguidum

A playlist de hoje junta música brasileira e internacional pela via do groove. Costura os anos 70 com reworks, edições, DJ culture, revival, neo-samba, nu-jazz e música eletrônica global, buscando criar unidade pela energia do balanço como linguagem – não como época.

O Lado A começa com Airto Moreira e termina com Célia, dois anos 70, mas o miolo é dominado por edições e reconstruções contemporâneas. A ideia é mostrar como o suingue brasileiro virou matéria de remix, pista e diáspora musical. Começa orgânico, passa por beats e volta pra fonte.

O Lado B faz o caminho inverso. Abre com um rework (Gilberto Gil), desce para os 70 e 80 (Doris Monteiro, Banda Black Rio, Elza Soares, Emílio Santiago, Lincoln Olivetti & Robson Jorge, Azymuth) e fecha com um instrumental mais atual que mantém a lógica.

No todo, a playlist diz que o suingue atravessa décadas e formatos. Não é uma lista retrô nem moderna: é uma conversa entre tudo isso.

Ziriguidum - Lado A
Ziriguidum - Lado B

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Caçador de marajás

Caçador de marajás

A playlist de hoje é minha, mas o repertório, não.

Quando vi a série documental “Caçador de Marajás”, do Globoplay, não pude deixar de notar como o uso de músicas de sucesso dos anos 60 aos 90 trouxe um “molho” que me prendeu ainda mais na história.

Pra quem ainda não viu, a série tem sete episódios narrando, de forma cronológica, com depoimentos de FHC a Leleco Barbosa (“porra… porra!”) e com um vasto material de arquivo, a trajetória do ex-presidente Fernando Collor desde antes da eleição como governador de Alagoas até o impeachment como primeiro presidente eleito pelo voto direto depois de 21 anos de ditadura.

A história é bem mais interessante que a sinopse – se você ainda não viu, recomendo muito -, mas o foco aqui é na trilha sonora.

Procurei colocar na playlist as músicas mais ou menos na ordem em que apareceram nos episódios – não rigorosamente, mas no sentido de reconstruir a narrativa de ascensão e queda que o uso das músicas reforça na série.

A mistura de estilos tão diversos que chegam a ser antagônicos e muitas vezes na sequência, como em algumas trilhas de novela, ajuda a viajar até o Brasil da segunda metade do século XX de um jeito bem gostoso. E a capa, inspirada no leiaute das capas de fita das trilhas de novelas da Globo, também.

Caçador de marajás - Lado A
Caçador de marajás - Lado B

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