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Scanimate feelings

Scanimate feelings

Por mais estranho que possa parecer, a playlist de hoje tem ligação com a da semana passada, do samba romântico dos anos 70/80.

As gravações da década de 1980 daquela playlist estão cheias de arranjos “cintilantes”, com predominância do som de sintetizador e bateria eletrônica – até porque, nos anos 80, praticamente ninguém escapou disso. E esse tipo de som tem me pegado bem mais do que já pegou!

Aqui, a motivação principal é explorar o protagonismo do sintetizador na música. Até por isso, tem muita música instrumental e muitas versões estendidas ou remixes de hits dos anos 80.

Além disso, têm coisas dos anos 70 que marcaram a primeira geração da música eletrônica e algumas gravações atuais que são tão influenciadas por essa estética que fica difícil diferenciar o que é da década passada do que é do século passado.

São 45 músicas, com reprises de New Order, Giorgio Moroder, Visage, Depeche Mode e Kraftwerk.

Em tempo: Scanimate era um sintetizador analógico de vídeo que foi muito usado até o final da década de 1980 na produção de vinhetas e efeitos visuais. O SBT nos primeiros anos e a TV Record nos últimos antes da igreja abusavam do Scanimate nas aberturas e chamadas.

O que tem?

Men Without Hats – The Safety Dance (Extended Club Mix) (1982)
Herbie Hancock – Rockit (1983)
New Order, Stephen Morris – Bizarre Love Triangle (Shep Pettibone 12” Remix) (1986)
Dead Or Alive – You Spin Me Round (Like a Record) (Murder Mix) (1984)
Giorgio Moroder – Chaser (1978)
Donna Summer – I Feel Love (12″ Version) (1977)
Soft Cell – Torch (Extended Version) (1983)
Visage – Fade to Grey (12″ version) (1980)
Cabaret Voltaire – Sensoria (12” Version) (1984)
Alphaville – Big in Japan (Extended Remix) (1984)
M83 – Midnight City (2011)
Yazoo – Situation – US 12” Mix (1982)
Depeche Mode – Just Can’t Get Enough (1981)
ADULT. – Tonight, We Fall (2013)
Visage – Moon Over Moscow (1980)
Yellow Magic Orchestra, Norio Yoshizawa – Technopolis (1979)
Orchestral Manoeuvres in The Dark (OMD) – Electricity (1980)
Kraftwerk – Pocket Calculator (1981)
Le Couleur, Carpenter Brut – Vacances de 87 – Carpenter Brut Remix (2013)
Robots With Rayguns – One More Time (2014)
DEVO – Big Mess (1982)
Mitch Murder – Frantic Aerobics (2011)
Molchat Doma – судно (Sudno) (2018)
Pink Project – Amama (1982)
Eumir Deodato – S.O.S., Fire in the Sky (1984)
Jean-Michel Jarre – Zoolookologie (1985)
Depeche Mode – Everything Counts (1983)
Harold Faltermeyer – Axel F (1988)
Kraftwerk – Music Non Stop (2017)
The Human League – Being Boiled (1980)
Miami Nights 1984 – Ocean Drive (2012)
New Order – Blue Monday (1983)
Space – Magic Fly (1977)
Duran Duran – Planet Earth (1980)
Bryan Ferry, Todd Terje – Don’t Stop The Dance – Todd Terje Remix (1985)
FM Attack – Sleepless Nights (2009)
a-ha – Train of Trought (1985)
Boytronic – You (1983)
Bronski Beat – Smalltown Boy (1984)
Phil Oakey, Giorgio Moroder – Together in Electric Dreams (Extented Version) (1984)
Lifelike – So Electric (2007)
Glass Candy – Digital Versicolor (2007)
Ultravox – Vienna (1981)
Boards of Canada – Roygbiv (1998)
Kraftwerk – Autobahn (1974)

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Delírios de amor

Delírios de amor

Cada vez mais tenho percebido que o meu gosto musical – e, por consequência, o que eu mais tenho vontade de dividir aqui – está entre o que não é valorizado nem por um mainstream atual e nem pela crítica especializada.

Hoje eu trago uma playist que tem, majoritariamente, um samba romântico que fez muito sucesso a partir da década de 70 e que influenciou o pagode 90, mas que também foi muito estigmatizado quando era novidade: o samba-joia, ou sambão.

“Samba-joia” porque explodiu nos piores anos da ditadura com letras despreocupadas, falando principalmente de paixões e desilusões amorosas – o “joia” era do “tudo joia”, variação de “tudo bem”. “Sambão” talvez fosse menos pejorativo, mas nem tanto: era pra falar de um samba de letra e arranjo simples, feito pra cantar alto, junto, bêbado. Praticamente um samba-sofrência descartável.

Algumas décadas depois, muita coisa virou clássico, como “Retalhos de Cetim” e “Deixa Eu Te Amar”. Como era uma música de massa, retratava muito do que era a sociedade da época e vale dar alguns descontos, como para o machismo de algumas letras. Mas garanto que, dando esses descontos, é uma trilha deliciosa pra ouvir com volume alto, cantando junto. Testei fazendo faxina e foi uma delícia! 😀

A lista tem 30 músicas + 1 e inclui um pouco do samba da década de 80 e início dos 90 que conversa mais com a estética do pagode 90 do que com esse sambão dos anos 70. O “+1” é porque fecha com a versão do Benito di Paula para “Apesar de Você”, censurada na época. Quis colocar justamente porque quebra essa ideia de que era uma música feita por artistas alienados politicamente.

Reprises de Roberto Ribeiro, Agepê (5 músicas), Alcione (4 músicas), Benito di Paula (4 músicas), Clara Nunes, Luiz Ayrão e Martinho da Vila.

O que tem?

Antonio Carlos & Jocafi – Você Abusou (1971)
Roberto Ribeiro – Vazio (Está Faltando Uma Coisa em Mim) (1979)
Agepê – Deixa Eu Te Amar (1984)
Alcione – Chamego (Delírios de Amor) (1992)
Emílio Santiago – Verdade Chinesa (1990)

Benito di Paula – Retalhos de Cetim (1974)
Clara Nunes – Tristeza, Pé No Chão (1973)
Luiz Ayrão – Porta Aberta (1973)
Gilson de Souza – Pôxa (1974)
Alcione – Gostoso Veneno (1979)

Agepê – Diz Que Me Ama (1990)
Almir Guineto – Mel na Boca (1986)
Jorge Aragão – Feitio de Paixão (1988)
Leci Brandão – Só Quero Te Namorar (1987)
Benito di Paula – Se Não For Amor (1974)

Agepê – Me Leva (1991)
Martinho da Vila – Ex-Amor (1981)
Clara Nunes – Você Passa, Eu Acho Graça (1968)
Luiz Américo – Desafio / Na Hora da Sede / Carta de Alforria (1976)
Roberto Ribeiro – Acreditar (1976)

Alcione – Menino Sem Juízo (1979)
Wando – Moça (1975)
Agepê – Moça Criança (1975)
Benito di Paula – Além de Tudo (1974)
Luiz Ayrão – No Silêncio da Madrugada (1974)

Eliana de Lima – Desejo de Amar (1991)
Djalma Pires – Samba de Ninar (1986)
Alcione – Sufoco (1978)
Martinho da Vila – Mulheres (1996)
Agepê – Cama e Mesa (1991)

Benito di Paula – Apesar de Você (1971)

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festa junina Casa Lúpulo

festa junina Casa Lúpulo

Quando a minha irmã pediu uma trilha sonora com clima de festa junina para a Casa Lúpulo, pensei em adaptar uma playlist que eu já tenho e gosto, Festa do interior, acrescentando algumas coisas e tirando outras. Mas, apesar da outra lista ter servido de base – e até do começo ser praticamente igual -, essa aqui virou outra coisa!

Queria que, além do clima de festa junina, o repertório tivesse a cara da Casa Lúpulo. O resultado foi uma seleção de 200 músicas que misturam os clássicos do forró que tocam nas melhores festas juninas com vários outros ritmos, que vão do coco, ciranda, frevo e carimbó até rock, pop, reggae, ska e cumbia.

Assim como no carnaval, vou deixar a lista de músicas para outra página para que você não fique rolando tela eternamente sempre que parar por aqui. Mas vale a pena ver a mistura. Ver e ouvir. 🙂

Clique aqui para ver a lista das músicas

E, se você ainda não conhece a Casa Lúpulo, também vale muito conhecer. Fica na Rua Major Sertório, 282, Vila Buarque (centro de São Paulo). Tem mais informações no Instagram: @casalupulosp

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Namorando a madrugada

Namorando a madrugada

A playlist de hoje até poderia ser temática para o dia dos namorados, mas não foi feita necessariamente para o 12 de junho e muito menos para um lado meio caótico do dia dos namorados (fila de restaurante lotado, fila de caixa em shopping pra comprar presente de última hora, fila de motel, pra quem vai? – etc.).

É uma sequência de canções brasileiras que falam sobre relacionamentos pra escutar com o som no volume baixo. Algumas letras falam diretamente sobre a madrugada, que é a parte do dia mais ligada ao silêncio e à intimidade.

Têm aquelas ligações que eu adoro fazer e que adoro ouvir quando alguém faz. Aqui, por exemplo, tem A Cor do Som cantando “Menino Deus”, escrita pelo Caetano Veloso; na sequência, Caetano canta com a Marina Lima outra composição dele: “Nosso Louco Amor”; e, em seguida, entra a versão da Mariana Aydar para “Eu Te Amo Você”, que foi sucesso na década de 1980 na voz da Marina Lima e que, assim como “Nosso Louco Amor”, não foi composta pela Marina – uma exceção entre os maiores sucessos dela.

Enfim, achei que ficou sensual e aconchegante ao mesmo tempo. E também um pouco melancólica na última música, que fala sobre término. Mas tá gostosa pra parar uma horinha – ou uma hora e 14 minutos, pra ser mais exato.

São 20 músicas, com reprises de Gal Costa, Caetano Veloso, Mariana Aydar e Herbert Vianna.

O que tem?

Caetano Veloso – Madrugada e Amor (1975)
Gal Costa, Rodrigo Amarante – Avarandado (2021)
Jards Macalé – Meu Amor Meu Cansaço (2019)
Itamar Assumpção, As Orquídeas do Brasil – Tua Boca (1994)
A Cor do Som – Menino Deus (1978)
Marina Lima, Caetano Veloso – Nosso Estranho Amor (1980)
Brisa Sons + Ideias, Mariana Aydar – Eu Te Amo Você (2017)
Lucas Santtana – Mensagem de Amor (2000)
Os Paralamas do Sucesso – Me Liga (1984)
Mart’nália, Djavan – Namora Comigo (2012)
Mariana Aydar – Te Faço Um Cafuné (2016)
Ana Cañas – Eu Amo Você (2018)
Gilberto Gil, Roberta Sá – Afogamento (2019)
Chico César – À Primeira Vista (1996)
Leila Pinheiro, Walter Franco – Serra do Luar / Música Incidental: Coração Tranquilo (1991)
Gonzaguinha – Espere Por Mim, Morena (1976)
Gal Costa – Amor Se Acalme (2016)
Chico Buarque – Samba e Amor (1970)
Caetano Veloso – Lua e Estrela (1981)
Zélia Duncan, Herbert Vianna – Partir, Andar (2001)

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É mais embaixo

É mais embaixo

Essa é uma daquelas playlists de coisas muito aleatórias que eu gosto e que, apesar de já ter feito há um tempo, nunca achava uma data pra postar aqui. Resolvi que é hoje. 🙂

São 20 músicas lançadas num período em que o Brasil ainda vivia sob censura ou tinha recém saído dela, mas que ousavam falar de sexo da forma mais explícita possível para tocar no rádio e/ou na televisão daquela época.

Falei de 20 músicas, mas tem uma 21ᵃ: “Concurso de Bicho”, gravação de 2013 que faz parte do álbum “De Normal Bastam os Outros”, da Maria Alcina – que fez muito sucesso com esse tipo de letra na década de 1980.

Apesar de sempre considerar que as letras refletem a época em que foram compostas, evitei músicas que envelheceram mal. Até porque só tem sacanagem legal se todo mundo estiver gostando do mesmo jeito.

O que tem?

Clemilda – Prenda o Tadeu (1985)
Genival Lacerda – Severina Xique Xique (1975)
Maria Alcina – Bacurinha (1980)
Sandro Becker – Julieta (1986)
Clemilda – Forró Cheiroso (1987)
João Gonçalves – Use Álcool (1986)
Zenilton – Milho Cru (1979)
Marinês – Só Gosto de Tudo Grande (1980)
Sandro Becker – O Tico Tico (1988)
Zenilton – O Gato da Rosinha (1983)
Clemilda – Com “Menas Gente” (1992)
Manhoso – O Modo de Usar (Só Capim Canela) (1983)
Maria Alcina – É Mais Embaixo (1980)
Genival Lacerda – Caldinho de Mocotó (1985)
Zé Duarte – Velha Choupana (1986)
Clemilda – Recado pra Zetinha (1987)
Sandro Becker – Briga no Casamento (1986)
Zenilton – Todo Mundo Lá Tem Culpa (1982)
Marinês – Peba na Pimenta (1982)
Luiz Gonzaga – Pagode Russo (1984)

Maria Alcina, Anastácia – Concurso de Bicho (2013)

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