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SP sem palavras

SP sem palavras

Uma das coisas que eu mais gosto em ouvir música no streaming é a facilidade de explorar gêneros, artistas e músicas com uma facilidade que não se compara com nada que a gente tenha vivido antes.

É você se interessar por alguma música que apareceu nas Descobertas da Semana, clicar na rádio dessa música ou no artista e procurar por artistas semelhantes, depois semelhantes desses semelhantes, até ver que passou horas – ou dias – conhecendo música.

A playlist de hoje nasceu desse jeito, a partir do álbum “São Paulo – Brasil”, do Cesar Camargo Mariano, que nem lembro mais como surgiu pra mim. Depois, apareceu a Banda Metalurgia, e achei um artigo sobre bandas de música instrumental da Vanguarda Paulista… E assim fui chegando nesse recorte bem específico: música instrumental de – e/ou inspirada em – São Paulo.

Te convido pra uma viagem inusitada nessa playlist diferentona de aniversário pra São Paulo, que foge (quase que*) completamente dos hinos sobre a cidade.

*quase que: o lado B fecha com “Sampa”.

SP sem palavras - Lado A
SP sem palavras - Lado B

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Toca fitas na Casa Lúpulo – 02/02/2024

Toca fitas na Casa Lúpulo - 02/02/2024

Em fevereiro do ano passado, fiz dois sets para o aniversário de dois anos da Casa Lúpulo.

O primeiro, que eu posto hoje como parte dos que ficaram de fora do Toca fitas, é da noite de sexta-feira, 02/02/2024, data de aniversário da Casa e dia de Iemanjá.

A conjunção de efemérides aliada ao momento que passávamos naquele início de fevereiro fez com que a seleção, criada naquele momento, fosse quase temática.

São três horas exatas de exaltação não só à rainha do mar, mas também a todos os orixás, a nós mesmos e a tudo que nos une a quem a gente ama – destaque para o final, a partir de “Sorrir e Cantar Como Bahia”.

Assim como disse na semana passada, ouvir essas músicas de novo como retrato daquele momento tem um peso e uma beleza diferentes. É (re)lembrar que, apesar do divisor de águas que foi 2024, nossa história é infinitamente maior. E, com o passar do tempo, é o que há de ficar.

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Retrô waves – Volume 2

Retrô waves - Volume 2

Pra fazer uma continuação da lista da semana passada, pensei numa coisa mais vespertina, que remetesse à viagem de volta – colocando o volume 1 como a viagem de ida para a praia.

Nessa versão, o rock alternativo está mais concentrado no lado A, que também concentra mais gravações do início dos anos 2000 e traz até uma pitadinha de punk, além daqueles elementos do “rock de verão” que já estavam na primeira versão.

Retrô waves volume 2 - Lado A
Retrô waves volume 2 - Lado B

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Toca fitas na Casa Lúpulo – 30/12/2023

Toca fitas na Casa Lúpulo - 30/12/2023

Não preciso repetir o motivo de ter restringido as postagens daqui em 2023 aos sets que fiz na Casa Lúpulo e, entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024, nem isso.

Apesar de já ter pensado em postar os sets desse período, a postagem da Juliana no começo do ano, relembrando a nossa festa na virada de 2023 pra 2024 aqui em casa, reforçou isso.

O meu set de 30/12/2023 tem a energia do final do primeiro parágrafo do post da Juliana: “bebemos e celebramos como se aquela noite se desenlaçasse das outras – fosse um refúgio, um presente, uma praça onde acampar”.

Uma seleção que se inicia com “O Amanhã”, canção da Simone cantada pelos Doutores da Alegria em uma das internações da minha mãe, e traz injeções de otimismo em letras como “Saúde”, “Boas Vindas”, “Barato Total”, “Figa de Guiné”, “Besta é Tu”, Tomara”, “Ilumina”, além da clássica – nas minhas playlists de réveillon – “Com Qualquer Dois Mil Réis” – só que com um misto de esperança e apreensão inéditos.

A descrição – sal grosso pra 2024 – foi daquele dia, também baseado num post do Instagram da Casa Lúpulo, com a minha mãe jogando sal grosso no bar.

É isso. A dor ainda é imensa, a ausência e a saudade foram avassaladoras nesta virada pra 2025, mas rever as fotos da nossa festa no final de 2023 e ouvir essa seleção já dão uma noção maior da beleza e do privilégio que foi viver esses momentos, sem sobressair só a tristeza do luto.

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Retrô waves

Retrô waves

Reforçando uma coisa pro pessoal mais jovem, que talvez nem esteja aqui: quando eu era criança, nos longínquos anos 80, lugar de ouvir música era o rádio – e, dependendo da região, nem tinha tanta opção assim. Nas viagens para o litoral norte de SP, só existiam duas emissoras: a Beira Mar FM de São Sebastião (atual Rede Aleluia – a Beira Mar continua em Ubatuba) e a Morada FM, que segue tocando tudo quanto é novidade* em 95,5 MHz.

Algo que tocava nelas e que me remete muito àquela época é o que eu chamo de “rock de verão”: rock australiano e californiano misturados com uma surf music revisitada dos anos 80/90, alguns one-hit wonders, um hard rock solar de propaganda de cigarro** e um tiquinho de new wave. Uma coisa que hoje pode até ter uma vibe meio “tiozão classic rock”, mas sem nenhum ranço autoritário/reacionário.

A lista de hoje é o volume 1 porque não queria extrapolar o tempo de uma fita de 90 minutos. Semana que vem tem volume 2.

Em tempo: pra ficar mais retrô ainda, o Lado B é diferente do Lado A e traz indie rock à mistura e até duas faixas mais “novas” (dos anos 2000 – duas décadas atrás). A referência radiofônica, nesse caso, muda para uma rádio paulistana já citada aqui algumas vezes: a Brasil 2000 FM.

Retrô waves - Lado A
Retrô waves - Volume 2

* um adendo porque meu primeiro parágrafo é uma deixa pra alguém dizer que “hoje só tem porcaria no rádio”. Todas as músicas dessa lista têm mais de 30 anos. Na década de 80, música lançada há mais de 30 anos era música dos anos 50. Então seu tio que, naquela época, ouvia Nelson Gonçalves, Celly Campello ou Francisco Alves já devia achar uma porcaria tudo o que tocava no rádio. Sorte nossa que hoje existe mais acesso e todo mundo pode escutar o que quiser na plataforma que preferir. 😉

** sobre as trilhas de propaganda de cigarro dos anos 80, um spoiler: vai ter playlist específica disso por aqui ainda neste verão.

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