Menu Fechar

Navio da Alpha FM

Navio da Alpha FM

Você já imaginou o que tocaria num cruzeiro promovido pela Alpha FM? Não falo sobre as bandas que poderiam se apresentar ao vivo, mas sobre o que tocaria durante o dia, entre atividades na piscina, cascatas de camarão e open bar. Foi pensando nisso que fiz a playlist de hoje.

Um parêntese: adoro programação musical de rádio. Não sei se todo mundo sabe, mas o Toca fitas nasceu por causa do curso de programação musical – era pra ser um tipo de portfólio com exemplos de sequências pra emissoras de estilos diferentes; eu que me empolguei e tô aqui há mais de uma década postando playlist. / fecha o parêntese

Toda rádio tem repetição de música, nem tem como não ter. Mas, não sei se você já reparou no modelo de repetição em emissoras de grande audiência desse estilo adulto-contemporâneo, que é o caso da Alpha. Como elas costumam ficar sintonizadas o dia inteiro em escritórios, consultórios, lojas, restaurantes (etc.), controlam a execução de canções excessivamente marcantes pra que a repetição soe menos cansativa.

Por exemplo: se você ouvir duas vezes no dia “My Heart Will Go On”, da Céline Dion, ou “I Will Always Love You”, da Whitney Houston, a programação vai parecer muito mais repetitiva do que se tocar duas vezes “Just Another Day”, do Jon Secada, ou “You Gotta Be”, da Des’ree, que são canções mais “flat”.

Dito isso, volto pro primeiro parágrafo: programação musical com características da Alpha FM, só que voltada pra esse cenário do cruzeiro.

Claro que têm umas subversõezinhas:

  • Músicas de sonoridade semelhante estão aparecendo na sequência, como é comum num set, mas incomum numa programação de rádio;
  • Sem o shuffle, tem uma brincadeira com o Lado A ser mais matutino e o Lado B mais vespertino/noturno;
  • Só flashbacks, pra deixar a lista mais atemporal – afinal de contas, muita coisa muda no repertório dessas rádios no decorrer dos anos, mas alguns flashbacks permanecem.

Pra completar, têm ambiência de água e canto de pássaros logo no começo, maioria de letras contemplativas e um final apoteótico com “Lilás”, do Djavan, única 100% em português – “Only a Dream in Rio” também tem um trecho em português e participação de músicos brasileiros, como o Airto Moreira na percussão.

Se você ouve rádios como a Alpha, tem tudo pra gostar dessa viagem.

Navio da Alpha FM - Lado A
Navio da Alpha FM - Lado B

Toca aqui:

Ouvir no Amazon Music   Ouvir na Deezer   Ouvir no Spotify   Ouvir no Tidal   Ouvir no YouTube Music

Cigarette daydreams

Cigarette daydreams

Eu nasci em 1982. Quando era criança, brincava com os meus primos de Stop! e uma categoria obrigatória era a de marcas de cigarro. Também já tinha ideia de que cigarro fumaria quando fosse adulto (simpatizava com Carlton – um raro prazer – e Lucky Strike). 

Pelo menos para a minha geração, que acompanhou o fim dos cigarrinhos de chocolate da também extinta Pan e a primeira inclusão, ainda bem discreta, da inscrição “O Ministério da Saúde adverte: fumar é prejudicial à saúde” no final dos anúncios e na lateral das embalagens, muito da popularidade do cigarro era por causa de uma marca que eu nem pensava em fumar: Hollywood, que misturava tabagismo com música.

Os comerciais de Hollywood traziam hits do momento – Pop, New Wave e Hard Rock – com imagens que reforçavam a ligação da marca com juventude, prática de esportes, otimismo, pertencimento, uma masculinidade não tão retrô quanto a do Marlboro e um sentimento de carpe diem.

A playlist de hoje, ilustrada pelo cigarrinho da Pan, é um compilado de músicas que estiveram nessas propagandas dos cigarros Hollywood nos anos 80.

Cigarette daydreams - Lado A
Cigarette daydreams - Lado B

Toca aqui:

Ouvir no Amazon Music   Ouvir na Deezer   Ouvir no Spotify   Ouvir no Tidal   Ouvir no YouTube Music

Casa Lúpulo 3 anos

Casa Lúpulo 3 anos

Sem textão, a playlist de hoje é o meu set do sábado passado, feito pra comemorar os três anos da Casa Lúpulo.

Pensei numa seleção diversamente dançante. Soul, disco, tropicália, rock, samba, samba rock, samba reggae e até um tiquinho de carimbó numa mistura majoritariamente brasileira, mas com inserções orgânicas de música do mundo.

De Sivuca a Madonna, de Roberto Carlos a The Cure, de Arnaldo Antunes a Wando. E dá bom!

Pra cumprir minha promessa e não entrar no textão, pensei em reforçar essa mistura como uma celebração aos encontros.

Há (mais de) três anos, a Casa Lúpulo é um lugar de bons encontros, de mensagens carinhosas no correio elegante do banheiro, de novos amigos e de afetos e histórias reais. É – e nem tem como deixar de ser – parte importante da história da minha família. E acredito que também tem contribuído pra deixar o nosso bairro mais gostoso de viver.

Toca aqui:

Ouvir no Spotify

Brasil de cinema

Brasil de cinema

Tenho birra com o Oscar desde 1999, quando “Central do Brasil”, meu filme preferido na vida, perdeu o prêmio de melhor filme estrangeiro para “A Vida é Bela” e Fernanda Montenegro perdeu o de melhor atriz pra Gwyneth Paltrow. Nada contra “A Vida é Bela”, apesar de achar o final meio “montadinho” pra levar prêmio estadunidense, mas dar prêmio de melhor atriz por “Shakespeare Apaixonado” deixou aquilo tão sério como Silvio Santos concorrendo a melhor animador de auditório no Troféu Imprensa.

26 anos depois, (ainda) estamos aqui. De novo com o Walter Salles, dessa vez concorrendo com “Ainda Estou Aqui” como melhor filme internacional – “filme estrangeiro” era olhar tanto pro próprio umbigo quando o Melhores do Ano da Globo, pra não dizer que só falei do Troféu Imprensa – e como melhor filme. E com a Fernanda Torres, que já ganhou o Globo de Ouro, concorrendo como melhor atriz. 

Pra completar, ainda tem o fato de ser um filme que, nesse momento de ascensão do fascismo da extrema-direita nos Estados Unidos (e não só lá), expõe o horror que foi a ditadura militar no Brasil no contexto da Guerra Fria. Aí não tem birra que resista!

Na data desse post, 01/02/2025, ainda não se sabe se ela e/ou o filme vão levar os prêmios – se ninguém ganhar, minha birra com o Oscar se renova por mais 26 anos. Independentemente disso, deu vontade de celebrar não só “Ainda Estou Aqui”, mas o cinema brasileiro, com trilhas sonoras de alguns dos meus filmes preferidos.

Com tanto filme bom com música boa, resolvi postar duas playlists de uma vez, trazendo uma maioria de trilhas do cinema da retomada misturada com alguns clássicos da era Embrafilme.

As seleções são diversas como o nosso cinema, então sugiro escutar com o shuffle desligado, se possível. Na fita 2, por exemplo, tem Ara Ketu, Peninha, Chico Buarque, Rita Cadillac, Cartola e Tom Jobim. Pode soar aleatório demais se deixar a sequência na mão do algoritmo!

Em tempo: canções de algumas trilhas icônicas da década de 1980, como “Bete Balanço” e “Menino do Rio” ficaram de fora propositalmente. Elas estarão numa terceira playlist de cinema em breve.


Brasil de cinema - fita 1

Brasil de cinema - fita 1 - Lado A
Brasil de cinema - fita 1 - Lado B

Toca aqui:

Ouvir no Amazon Music   Ouvir na Deezer   Ouvir no Spotify   Ouvir no Tidal   Ouvir no YouTube Music


Brasil de cinema - fita 2

Brasil de cinema - fita 2 - Lado A
Brasil de cinema - fita 2 - Lado B

Toca aqui:

Ouvir no Amazon Music   Ouvir na Deezer   Ouvir no Spotify   Ouvir no Tidal   Ouvir no YouTube Music

Toca fitas na Casa Lúpulo – 03/02/2024

Toca fitas na Casa Lúpulo - 03/02/2024

Por mais que eu poste playlist na internet há mais de uma década, a coisa mais difícil do mundo é eu ter uma seleção minha pra indicar quando alguém me pede – até porque morro de vergonha de fazer propaganda do meu próprio trabalho. Mas hoje me permito a exceção.

O segundo set que eu fiz para o aniversário da Casa Lúpulo no ano passado é uma lista curinga de samba. São quase quatro horas que misturam pós-tropicalismo, pré e pós-bossa nova, samba rock, partido alto e outros clássicos do gênero que são (ou não) historicamente definidos como MPB.

É pra salvar e testar num churrasco, quando for fazer uma faxina, quando não tiver nada pra fazer… Ou em qualquer outra situação que um samba caia bem.

Em tempo: neste final de semana, a Casa Lúpulo faz três anos. Vão ser três festas: jazz na sexta, discotecagem no sábado – com set novo meu, que não vou levar um ano pra postar aqui – e samba no domingo. Vem!

Toca aqui:

Ouvir no Spotify

Newer Posts
Older Posts