Menu Fechar

2025

2025

Mais uma vez, vou usar esse espaço quase escondido na internet pra conversar comigo mesmo e com quem ainda recebe algum conteúdo meu – a visibilidade do Toca fitas nas redes sociais foi muito prejudicada pelo meu baixo número de postagens (ou pelo formato delas, que têm que seguir uma série de regrinhas que mudam toda hora e que eu tenho pouquíssima paciência pra seguir) e pelo fato de eu não pagar pra que as postagens apareçam pra quem me segue. 

2024 não foi só um ano difícil pra mim. Foi o começo de uma transformação interna que provavelmente ainda tenha muitos passos pela frente. Uma fragilidade emocional que me levou a altos e baixos constantes, desânimo, irritação, impaciência, sensações de deslocamento e de falta de sentido, entre outras formas indiretas que a tristeza tem pra se manifestar – e que não excluem a forma direta.

Mesmo assim, 2024 foi o ano em que retomei, bem aos poucos, as postagens do Toca fitas, que tinha sido deixado de lado na medida em que a minha “vida antiga” começou a desandar.

No último ano, postei playlists que considero bonitas, que mexem comigo, que expressam algumas coisas que acabo não falando o tempo todo pra todo mundo, que mostram muito do que eu sinto e de quem eu sou hoje. Não sei se são playlists contagiantes, animadas, super interessantes pra muita gente, mas garanto que, cada vez mais, têm “alma” em todo o processo de criação.

Criar faz bem. Mexe com memórias, ajuda a pensar, exercita a imaginação, ocupa o tempo e ainda traz uma coisa gostosa de realização.

E é com esses sentimentos que quero intensificar a volta desse conteúdo que insisto tanto.

Quero que o Toca fitas siga sendo um tipo de diário – até porque é um blog, por mais redundantemente retrô que isso seja – que acompanhe essa forma de expressão que me fez bem no ano passado. E que, aos poucos, acabe também mostrando playlists mais contagiantes, animadas e interessantes pra mais gente.

Então é isso. Mais uma vez, reforço o porquê de estar e continuar aqui, agradeço muito quem me apoiou nesses mais de dez anos e conto com a sua audiência e divulgação, até porque rede social nenhuma tem ajudado nisso.

Em tempo: falei, falei, falei, e não disse o essencial. A partir deste sábado, vai ter playlist todo sábado!

Novo tempo

Novo tempo

Em algum momento desse ano, reapareceu pra mim, nas Descobertas da Semana do Spotify, “Novo Tempo”, clássico de Ivan Lins e Vitor Martins que, claro, já conhecia, mas que me pegou de um jeito diferente, por motivos óbvios.

Novo Tempo

Decidi, então, me dar a tarefa de fazer uma playlist pra esse réveillon com letras que me tocassem da mesma forma.

Queria uma trilha sonora honesta pra essa virada de ano específica, com canções que me dissessem algo sobre a necessidade/vontade de seguir e sobre a esperança de um futuro melhor, tão ligadas ao sentimento de início de um novo ciclo, mas que não tentassem camuflar a profundidade das feridas que seguem doendo e que provavelmente nunca vão deixar de doer por completo. 

Fui construindo a lista aos poucos, no decorrer do ano. E, desde os primeiros versos de “Novo Tempo” até o “Eu vou / Por que não?” de “Alegria, Alegria”, as letras falam mais que o meu texto:

  • Vida Antiga
  • Gosto Serena
  • Que Tal Um Samba?
  • Deixa Eu Dizer
  • Antes Que Seja Tarde
  • Casaco Marrom (Bye, Bye, Ceci)
  • Nada Conterá a Primavera
  • Alegria, Alegria

Novo tempo - Lado A
Novo tempo - Lado B

Toca aqui:

Ouvir no Amazon Music   Ouvir na Deezer   Ouvir no Spotify   Ouvir no Tidal   Ouvir no YouTube Music

Zen hits

Zen hits

Em alguns momentos, principalmente entre as décadas de 1980 e 1990, a New Age – e/ou um Pop muito influenciado pelo que se conhece por New Age – chegou no rádio, tocando em momentos que poderiam nada ter a ver com introspecção, meditação e afins.

Seja por fazerem parte da trilha sonora de filmes, novelas ou comerciais, seja por terem entrado em coletâneas de sucessos ou até por terem sido exaustivamente usadas como BG em documentários ou matérias na TV, muitas dessas músicas furaram a bolha da New Age e são conhecidas por muita gente.

A playlist de hoje prioriza essas gravações num misto de tranquilidade e nostalgia.

Zen hits - Lado A
Zen hits - Lado B

Toca aqui:

Ouvir no Amazon Music   Ouvir na Deezer   Ouvir no Spotify   Ouvir no Tidal   Ouvir no YouTube Music

Jane Fonda no Minhocão – Volume 2

Jane Fonda no Minhocão - Volume 2

Assim como Fluoxetinianas, tinha feito essa playlist para o (re)lançamento do Toca fitas, no ano passado, como Volume 2 de uma playlist de 2022 que teve uma promessa de continuação que nunca rolou.

Dessa vez, além da playlist pronta, também deixei escrito o texto, que mantenho na íntegra:

Conforme prometido, trago mais 24 músicas da década de 1980 pensadas pra favorecer uma caminhada e/ou corrida não só no Minhocão, mas onde você quiser.

Em comum com o Volume 1, coloquei duas músicas na sequência que sempre associei (“Body Rock”, da Maria Vidal, e “Open Your Heart”, da Madonna – repara como a primeira lembra a segunda), emendando na dobradinha de Madonna/Michael Jackson, que também tem por lá.

Outra coisa em comum está nas músicas brasileiras. Tanto lá quanto aqui, tem uma música com arranjo do Lincoln Olivetti (“Estrelar”, do Marcos Valle, e “Saúde”, da Rita Lee) e uma produzida pelo Mister Sam (“Baby Love”, da Rita Cadillac, e “Mas Que Linda Estás”, do Black Junior’s – que, olha só, tá no streaming!).

Aliás, a música da Rita Lee foi uma das últimas a entrar e adorei também pela referência à Rita Cadillac. Uma é fã da outra. 🙂

De diferente, esta lista é mais feminina e tem algumas letras mais noturnas, além de um finalzinho mais puxado para o break e funk.

Jane Fonda no Minhocão - Volume 2 - Lado A
Jane Fonda no Minhocão - Volume 2 - Lado B

Toca aqui:

Ouvir no Amazon Music   Ouvir na Deezer   Ouvir no Spotify   Ouvir no Tidal   Ouvir no YouTube Music

Guarda-chuva

Guarda-chuva

Sabia que eu nunca tinha postado uma playlist de chuva?

Uma das maiores dificuldades que eu tenho com temas mais óbvios é justamente fugir do óbvio sem que a seleção final deixe de fazer sentido pra quem ouve.

Quando se pensa em músicas sobre chuva, o que vem na cabeça? “Chove Chuva”, “Primavera (Vai Chuva)”, “Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda”, “tomar um banho de chuva / banho de chuva / ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai”? Se eu for só nessa linha, você nem começou a ouvir e já cansou. Mas, se eu fugir muito, também fica alternativa demais e pode ficar chato pra quem não conhece tudo o que tá tocando.

Com o repertório mais ou menos escolhido, também tento colocar algum “molhinho” que deixe ela, de algum jeito, singular. Aqui, por exemplo, é o Lo-Fi inspirado no Brasil ou com músicas brasileiras como base e a mistura disso com gravações do pós-Bossa Nova, pós-Tropicália, soul brasileiro, indie e classic rock. Aí, nesse caldo, dá pra incluir não uma, mas duas versões de “Chove Chuva”, no início de cada “lado”, uma versão menos batida de “Casinha de Sapê” e outras canções que todo mundo conhece/lembra/gosta.

Pra fechar, tem a minha mania nova de Lado A / Lado B, ambos com o mesmo tempo de duração e com diferenças – e referências – entre si. É Mutantes seguidos por Fernanda Takai no Lado A, Pato Fu com versão de Mutantes no Lado B.

Feito isso, é escutar inteira e ver se ficou legal. Eu gostei.

Guarda-chuva - Lado A
Guarda-chuva - Lado B

Toca aqui:

Ouvir no Amazon Music   Ouvir na Deezer   Ouvir no Spotify   Ouvir no Tidal   Ouvir no YouTube Music

Newer Posts
Older Posts