Brasiliana 3

Desde 2014, posto playlists por aqui, várias delas só com música brasileira, que é o que eu mais escuto no meu dia a dia. Mesmo quando não é o propósito, é comum aparecerem canções com arranjos solares e letras que exaltam a nossa diversidade de ritmos e sotaques. E isso acontece naturalmente, porque é o Brasil que eu gosto e quero.

Mesmo com o meu timing especialmente ruim, muita coisa que aconteceu no país de lá pra cá também apareceu por aqui. Já teve playlist com as canções que a presidenta Dilma, então candidata à reeleição, postava no seu perfil do Facebook, outra logo depois do impeachment e uma terceira sobre resistência para a eleição de 2018. Também fiz playlists pra exaltar um Brasil que não era aquele que a gente viveu entre 2019 e 2022, pra comemorar a prisão do ex-presidente condenado por tentativa de golpe de Estado e pra não perder a esperança de virar voto nesta eleição. Em todas elas, uma coisa não mudou: meu posicionamento.

No começo do mês, postei Brasiliana 2, uma seleção com diferentes ideias de Brasil, de Hermeto Pascoal a Timbalada, e que dava continuidade a outra com clássicos do meu repertório pessoal. Nesta semana, voltei a ouvir a playlist do início do mês e ela ganhou um gosto diferente. Foi daí que veio inspiração pra Brasiliana de hoje, que encerra essa série.

Dessa vez, a ideia foi destacar o movimento e a mistura. Não por acaso, começa reafirmando que o Brasil não nasceu no descobrimento, mas com os povos originários, e segue, no Lado A, com mobilização e festa se confundindo.

O Lado B vem com gravações menos óbvias dos anos 70 e 80. E, ao longo da fita, músicas mais recentes mostram como tudo isso continua se misturando. É uma playlist sobre diversidade, mas também sobre o que temos em comum.

Toca aqui:

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