Gostei das dicas, com exceção da que recomenda playlist com mais de 30 músicas. Se tem começo, meio e fim, então que dê pra pessoa ouvir numa tacada só, como se fosse um álbum. 40 músicas é quase um “Titanic”, acho meio over.
De resto, tô compartilhando esse vídeo pra dizer que continuo trabalhando na dica #4 (cuidar do visual). E cuidar também de deixar aqui tudo arrumadinho, sem link quebrado, sem cara de descuido.
(e tô contando muito com a sua presença por aqui quando essa obra terminar!)
Dessas de partido alto, quintal e varanda (ou de fone de ouvido)
O que toca?
Samba!
Cheia de manias?
Eram 20 músicas, viraram 30. Tem muito samba dos anos 80, clássicos que eram sucesso quando eu era criança, aquela tentativa de fazer uma música chamar a outra… Esse monte de coisa que eu tento fazer quase sempre, mas as músicas falam por si só. Dispensa textão. 😉
E o que tem?
Leci Brandão – Isso é Fundo de Quintal (1985)
Fundo de Quintal – Pot-Pourri: Chuá, Chuá / Fui Passear no Norte / Moema Morenou / Baiana Serrana / Serei Teu Iô-Iô / Vem Menina Moça (1986)
Beth Carvalho – Samba de Arerê (ao vivo) (1999)
Grupo Sensação – Capoeira (1997)
Jovelina Pérola Negra – Luz do Repente (1987)
Reinaldo – Se o Samba Começar (ao vivo) (2000)
Dudu Nobre – A Batucada dos Nossos Tantãs (ao vivo) (2009)
Jorge Aragão – Coisa de Pele (1986)
Art Popular – O Canto da Razão (1993)
Almir Guineto – Caxambu (1986)
Beth Carvalho – Coisinha do Pai (1979)
Martinho da Vila – Madalena do Jucú (1989)
Alcione – Quando Eu Contar (Iaiá) / SPC / Camarão Que Dorme a Onda Leva / Casal Sem Vergonha / Judia de Mim / Brincadeira Tem Hora (1995)
Zeca Pagodinho – Água da Minha Sede (2000)
Mart’nália – Coração em Desalinho (ao vivo) (2014)
Diogo Nogueira – Eu e Você Sempre (2016)
Jorge Aragão – Minta Meu Sonho (1990)
Almir Guineto – Conselho (1986)
Martinho da Vila (part Leci Brandão, Ney Matogrosso, João Bosco, Paulinho da Viola, Diogo Nogueira, Luiz Melodia, João Donato, Toni Garrido, Moyseis Marques, Zeca Baleiro, Ana Costa, Paula Lima, Pedro Luís, Elza Soares, Marcelinho Moreira, Pitty, Jair Rodrigues, Tunico da Vila, Dorina, Maíra Freitas, Casuarina, Fernanda Abreu, Mart’nália) – Canta Canta, Minha Gente (2013)
Grupo Fundo de Quintal – Nosso Grito (1999)
Grupo Revelação – Tá Escrito (ao vivo) (2009)
Jovelina Pérola Negra – Sorriso Aberto (1988)
Grupo Pirraça – Inigualável Paixão (1991)
Leci Brandão – Só Quero Te Namorar (1987)
Zeca Pagodinho (part. Jorge Ben Jor) – Ogum (2008)
Arlindo Cruz – Meu Lugar (2007)
Fundo de Quintal – Do Fundo do Nosso Quintal (1987)
Grupo Sensação – Sacode / Já é Alvorada / Na Palma da Mão (1994)
Beth Carvalho – Vou Festejar (1978)
Cheia de manias?
Essa playlist é baseada numa idealização minha da Festa Maracangalha, que existiu no Rio de Janeiro entre 2007 e 2016. Recebi filipeta – eles não chamavam de flyer – numa das primeiras vezes que estive por lá, mas nunca era semana da festa quando eu tava lá. Então acabei fazendo a “minha” festa no celular.
Tem várias manias, mas vou resumir sem textão dizendo que uma música tenta chamar a outra na maior parte do tempo – seja na letra, seja com o ritmo. E aí é pop, é samba, é rock, é samba rock, é funk, é clássico, é axé, é carnaval, é MPB, é festa! E é MUITO Brasil!
Ah, tem reprises de Jorge Ben Jor, Caetano Veloso e Ivete Sangalo.
E o que tem?
Fernanda Porto – Sambassim (2002)
Jorge Ben Jor – Vem, Morena, Vem (1963)
Eddie (part. Karina Buhr) – O Baile de Betinha (2008)
Novos Baianos – A Menina Dança (1972)
Samba de Rainha – Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua (2012)
Trio Mocotó – Os Orixás (2001)
Caetano Veloso – Marinheiro Só (1969)
Cheiro de Amor – Canto ao Pescador (1991)
Timbalada – Beija-Flor (1993)
Roberta Sá – Alô Fevereiro (2007)
Marcelo Camelo – Copacabana (2008)
Gilberto Gil – Back in Bahia (1972)
Celly Campello – Banho de Lua (Tintarella di Luna) (1960)
Os Mutantes – She’s My Shoo Shoo (A Minha Menina) (1970)
Olodum – Acima do Sol (2006)
Ara Ketu – Mal Acostumado (ao vivo) (1998)
Banda Eva – Vem, Meu Amor (ao vivo) (1997)
Jorge Ben Jor (part. Caetano Veloso) – Ive Brussel (1979)
Elis Regina – Madalena (1971)
Jair Rodrigues – Deixa Isso Pra Lá (1964)
Criolo – Bogotá (2011)
Dona Onete – Jamburana (2013)
Alypyo Martins – Piranha (1974)
Metá Metá – São Jorge (2014)
Maria Bethânia – Baioque (1972)
Raul Seixas – Mosca na Sopa (1973)
Felipe Cordeiro – Problema Seu (2013)
Vanessa da Mata – Não Me Deixe Só (2003)
Ivete Sangalo – Muito Obrigado Axé (ao vivo) (2014)
Karol Conká – Caxambu (2013)
Conheci a MPB FM quando fui pro Rio pela primeira vez. Fiquei apaixonado pela cidade, por motivos óbvios, e pela rádio na mesma proporção, cada uma na sua “categoria”. E achava que aquela Nova Brasil em versão menos engessada, mais aberta a todos os ritmos, com mais swing, combinava MUITO com o RJ.
E a partir dali foi TuneIn em casa e 90,3 em todas as vezes que estava lá, inclusive na mais recente, no mês passado.
Rádio musical tem ficado menos relevante por causa de Spotify etc., mas rádio musical não é vitrolão aleatório, como o Grupo Bandeirantes deu a entender no sobre o fim da MPB FM (reproduzido aqui embaixo) ao dizer que a rádio ia continuar “sendo transmitida online”. Só se for mais pra frente, porque agora, dia 01/02/2017, é vitrolão aleatório. E vitrolão aleatório não é rádio.
Rádio é gente, é comunicação e, no caso de uma rádio bem feita que toca música, é programação musical, é “triagem” – ou “curadoria”. E a MPB FM era incrível nesse aspecto.
Mas isso não faz diferença para os empresários de comunicação. E, no episódio da MPB FM, um mínimo de respeito também deve ter sido considerado supérfluo pelos donos. Ouvintes, artistas e até os funcionários (que são os maiores interessados, e não só no projeto artístico) foram pegos de surpresa.
Pra se ter uma ideia, a reportagem da TVT diz que os funcionários ficaram sabendo das demissões na tarde do último dia em que a MPB FM ficou no ar, “quando começaram a ficar sem acesso à Internet e foram sendo chamados ao RH, onde foram informados sobre o fim da rádio”. Tem vídeo da reportagem:
Talvez por poucos grupos terem TANTAS emissoras, fica mais comum “decisões estratégicas” desse tipo acontecerem. Não sei. O fato é que a MPB FM era uma rádio musical relevante. Importante pro rádio carioca e pra música brasileira. E uma rádio que tinha muito a ver com o último slogam, o “todo mundo ama”. Quer dizer, todo mundo menos o Grupo Bandeirantes.