Hoje é só textão 😕

MPB FM

Conheci a MPB FM quando fui pro Rio pela primeira vez. Fiquei apaixonado pela cidade, por motivos óbvios, e pela rádio na mesma proporção, cada uma na sua “categoria”. E achava que aquela Nova Brasil em versão menos engessada, mais aberta a todos os ritmos, com mais swing, combinava MUITO com o RJ.

E a partir dali foi TuneIn em casa e 90,3 em todas as vezes que estava lá, inclusive na mais recente, no mês passado.

Rádio musical tem ficado menos relevante por causa de Spotify etc., mas rádio musical não é vitrolão aleatório, como o Grupo Bandeirantes deu a entender no sobre o fim da MPB FM (reproduzido aqui embaixo) ao dizer que a rádio ia continuar “sendo transmitida online”. Só se for mais pra frente, porque agora, dia 01/02/2017, é vitrolão aleatório. E vitrolão aleatório não é rádio.

MPB FM - Facebook

Rádio é gente, é comunicação e, no caso de uma rádio bem feita que toca música, é programação musical, é “triagem” – ou “curadoria”. E a MPB FM era incrível nesse aspecto.

Mas isso não faz diferença para os empresários de comunicação. E, no episódio da MPB FM, um mínimo de respeito também deve ter sido considerado supérfluo pelos donos. Ouvintes, artistas e até os funcionários (que são os maiores interessados, e não só no projeto artístico) foram pegos de surpresa.

Pra se ter uma ideia, a reportagem da TVT diz que os funcionários ficaram sabendo das demissões na tarde do último dia em que a MPB FM ficou no ar, “quando começaram a ficar sem acesso à Internet e foram sendo chamados ao RH, onde foram informados sobre o fim da rádio”. Tem vídeo da reportagem:

Talvez por poucos grupos terem TANTAS emissoras, fica mais comum “decisões estratégicas” desse tipo acontecerem. Não sei. O fato é que a MPB FM era uma rádio musical relevante. Importante pro rádio carioca e pra música brasileira. E uma rádio que tinha muito a ver com o último slogam, o “todo mundo ama”. Quer dizer, todo mundo menos o Grupo Bandeirantes.

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