Toca fitas na Casa Lúpulo - 30/12/2023

Não preciso repetir o motivo de ter restringido as postagens daqui em 2023 aos sets que fiz na Casa Lúpulo e, entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024, nem isso.

Apesar de já ter pensado em postar os sets desse período, a postagem da Juliana no começo do ano, relembrando a nossa festa na virada de 2023 pra 2024 aqui em casa, reforçou isso.

O meu set de 30/12/2023 tem a energia do final do primeiro parágrafo do post da Juliana: “bebemos e celebramos como se aquela noite se desenlaçasse das outras – fosse um refúgio, um presente, uma praça onde acampar”.

Uma seleção que se inicia com “O Amanhã”, canção da Simone cantada pelos Doutores da Alegria em uma das internações da minha mãe, e traz injeções de otimismo em letras como “Saúde”, “Boas Vindas”, “Barato Total”, “Figa de Guiné”, “Besta é Tu”, Tomara”, “Ilumina”, além da clássica – nas minhas playlists de réveillon – “Com Qualquer Dois Mil Réis” – só que com um misto de esperança e apreensão inéditos.

A descrição – sal grosso pra 2024 – foi daquele dia, também baseado num post do Instagram da Casa Lúpulo, com a minha mãe jogando sal grosso no bar.

É isso. A dor ainda é imensa, a ausência e a saudade foram avassaladoras nesta virada pra 2025, mas rever as fotos da nossa festa no final de 2023 e ouvir essa seleção já dão uma noção maior da beleza e do privilégio que foi viver esses momentos, sem sobressair só a tristeza do luto.

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